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Enem/Vestibular: Futurismo.

O que foi o futurismo?

Apesar de se chamar futurismo, essa escola vem lá do final do século XIX e envolveu principalmente a literatura e as artes plásticas. O movimento se iniciou na França e procurava dar ênfase aos traços coloridos.

A obra que “inaugurou” o futurismo foi o Manifesto Futurista, do poeta italiano Filippo Marinetti, publicado pelo jornal francês Le Figaro. O texto enfatizava o lema “Liberdade para as palavras”.

Todos os artistas e autores do futurismo acreditavam na rejeição ao passado e aos valores hipócritas de moral duvidosa. Suas obras buscavam mostrar toda a agitação da vida moderna, assim como as evoluções tecnológicas daquela época.

Alguns dos artistas que participaram da Semana de Arte Moderna de 1922 foram influenciados pelos futuristas.

Eles estavam interessados em rejeitar os modelos antigos europeus e começar um novo padrão nacional, ou seja, olhar para o futuro.

No Brasil, não apenas o futurismo, mas boa parte dos movimentos de vanguarda, como o dadaísmo, o cubismo, o expressionismo, entre outros, teve adeptos que estavam presentes na Semana de 22.

quais são as principais características do futurismo


quem são os principais autores do futurismo


quem são os prinipais artistas do futurismo


E aí, achou o movimento futurista interessante? Não deixe de analisar as obras citadas e pesquisar mais sobre os principais autores do futurismo. Isso vai te ajudar a ampliar a área de conhecimento e sair na frente dos seus concorrentes para conquistar uma vaga no curso escolhido.

Você pode aproveitar e, além de entender quais são os principais autores do futurismo, estudar também quem foi e as ideias do sociólogo Émile Durkheim e do filósofo Platão.





Mulheres Famosas.

MULHERES FAMOSAS

 

 

A primeira mulher a reger (dirigir) uma orquestra no Brasil foi Chiquinha Gonzaga, pianista e compositora, em 1879.

 

Em 1917, a professora Deolinda Daltro, fundadora do Partido Republicano Feminino, comandou uma passeata que exigia que as mulheres tivessem o direito de votar.

 

A primeira mulher a tornar-se ministra de Estado (representante dos ministérios, como da Fazenda, do Trabalho) foi Maria Esther Figueiredo Ferraz, nomeada ministra da Educação em 1982.

 

Anita Malfatti foi uma grande artista brasileira. É considerada a mulher que introduziu o Modernismo nas artes e pinturas no Brasil. Participou da famosa Semana de Arte Moderna, em fevereiro de 1922. Ela fez o desenho que abriu a exposição e foi muito elogiada.

 

Patrícia Galvão, mais conhecida como Pagu, foi jornalista, escritora e fazia parte de movimentos políticos. Era uma ativista política. Ela começou a trabalhar muito nova como jornalista, com apenas 15 anos. Entrou para o Partido Comunista Brasileiro e participou de greves, manifestações, protestos. Foi uma personalidade importante nas lutas em favor dos direitos e melhor condição de vida para as mulheres. Morreu 1962.

 

Muitas mulheres lutaram em movimentos políticos por melhores condições de vida, não só em defesa delas mesmas como de todos os brasileiros. Foi o caso de Sonia Maria Moraes Angel Jones, que lutou contra a ditadura militar no Brasil. Foi presa em 1969 e, depois de ser solta viveu escondida, por causa da forte repressão. Foi assassinada em

1973, quando tinha 27 anos, ao ser capturada pelos militares da ditadura.

 

Viu como nossa história é cheia de mulheres especiais. Com certeza, você também conhece uma que faz a diferença (na sua vida, na sua escola, no seu bairro). Devemos sempre respeitá-las. Aproveite esta data (8 de março), especial, e não se esqueça de dar os parabéns a todas as mulheres que embelezam a sua vida.


Enem/Vestibulares.


Enem/Vestibulares.

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e os principais vestibulares estão cada vez mais interdisciplinares, exigindo dos estudantes, além das matérias estudadas na escola, conteúdos atuais. Por isso, para ter sucesso nessas provas, os candidatos precisam estar ligados no que está acontecendo no Brasil e no mundo.

A prova do Enem, geralmente, não cobra um fato específico, mas o contexto no qual ele está inserido. Por exemplo, a Copa do Mundo de Futebol na Rússia pode inspirar questões sobre a história do país: Revolução Russa, União Soviética, Guerra Fria etc. 

Desse modo, é essencial que o estudante liste os principais fatos e busque aprofundar o assunto, considerando o contexto histórico e as possíveis repercussões. Nós, do Brasil Escola, pensamos em 8 dicas para você estudar atualidades para o Enem e Vestibulares.

1. Ter um cronograma de estudos que inclua leituras de jornais ou sites de notícias é de extrema importância. A partir de então, consulte fontes especializadas nos assuntos mais relevantes para ter acesso à contextualização. O canal Atualidades do Vestibular Brasil Escola pode ajudar a aprofundar nos principais temas.

2. Acompanhar os grandes portais de notícias e observar quais temas estão nas páginas principais. Os que permanecem mais tempo têm chance maior de aparecer nas provas do Enem e dos vestibulares. Selecione os mais importantes e faça pesquisas em outras fontes.

3. O Portal Brasil Escola também é um grande aliado dos estudantes, com textos relacionados a todas as disciplinas escolares. O site conta também um canal de exercícios, com questões que auxiliam no aprofundamento dos conteúdos.

Se houver a epidemia de alguma doença no Brasil, como a dengue, por exemplo, no Brasil Escola é possível encontrar textos sobre o vírus, o transmissor, os sintomas etc.

4. Existem algumas ferramentas da própria internet que podem ajudar a identificar os temas mais buscados em determinado período. O Google Trends ou o Trend Topics do Twitter são alguns exemplos de como saber o que as pessoas estão pesquisando ou falando na internet.

Inocência.

INOCÊNCIA.

 

 

HÁ MUITOS ANOS ATRÁS. QUANDO EU TRABALHAVA COMO VOLUNTÁRIO

EM UM HOSPITAL. EU VIM A CONHECER UMA MENININHA CHAMADA LIZ

QUE SOFRIA DE UMA TERRÍVEL E RARA DOENÇA. A ÚNICA CHANCE DE

RECUPERAÇÃO PARA ELA PARECIA SER ATRAVÉS DE UMA TRANSFUSÃO

DE SANGUE DO IRMÃO MAIS VELHO DELA DE APENAS 5 ANOS QUE

MILAGROSAMENTE TINHA SOBREVIVIDO A MESMA DOENÇA E PARECIA

TER, ENTÃO, DESENVOLVIDO ANTICORPOS NECESSÁRIOS PARA

COMBATE-LA.

O MÉDICO EXPLICOU TODA A SITUAÇÃO PARA O MENINO E PERGUNTOU

ENTÃO, SE ELE ACEITAVA DOAR O SANGUE DELE PARA A IRMÃ.

EU O VI  HESITAR UM POUCO MAS DEPOIS DE UMA PROFUNDA

RESPIRAÇÃO ELE DISSE: "TA CERTO, EU TOPO JÁ QUE É PARA SALVÁ-LA.”

À MEDIDA QUE A TRANSFUSÃO FOI PROGREDINDO, ELE ESTAVA

DEITADO NA CAMA AO LADO DA CAMA DA IRMA E SORRIA. ASSIM COMO

NÓS TAMBÉM, AO VER AS BOCHECHAS DELA VOLTAREM A TER COR.

DE REPENTE, O SORRISO DELE DESAPARECEU E ELE EMPALIDECEU, ELE

OLHOU PARA O MÉDICO E PERGUNTOU COM VOZ TRÉMULA — VOU

COMEÇAR A MORRER LOGO, LOGO?

POR SER TÃO PEQUENO E NOVO. O MENINO TINHA INTERPRETADO MAL

AS PALAVRAS DO MÉDICO POIS ELE PENSOU QUE TERIA QUE DAR TODO

O SANGUE DELE PARA SALVAR A IRMÃ!

POIS É. COMPREENSÃO E ATITUDE SÃO TUDO.

 

 

“TRABALHE COMO SE VOCÊ NÃO PRECISASSE DO DINHEIRO

AME COMO SE VOCÊ NUNCA TIVESSE SE MACHUCADO E

DANCE COMO VOCÊ DANÇARIA SE NINGUÉM ESTIVESSE OLHANDO.”

 


Reflexão.

REFLEXÃO

 

1. SE VOCÊ CONHECESSE UMA MULHER QUE ESTÁ GRÁVIDA E JÁ TEM

8 FILHOS, DOS QUAIS. 3 SÃO SURDOS, 2 SÃO CEGOS, 1 É

RETARDADO MENTAL, E ELA TEM SÍFILIS... RECOMENDARIA QUE ELA

FIZESSE UM ABORTO?

 

LER A PRÓXIMA PERGUNTA ANTES DE RESPONDER ESSA.

 

2. É TEMPO DE ESCOLHER UM LÍDER MUNDIAL E O SEU VOTO É

IMPORTANTE O COMPORTAMENTO DOS CANDIDATOS É O

SEGUINTE:

 

CANDIDATO A É ASSOCIADO A POLÍTICOS CORRUPTOS E COSTUMA

CONSULTAR ASTRÓLOGOS. TEVE DUAS AMANTES, FUMA UM CIGARRO

ATRÁS DO OUTRO E BEBE DE 8 A 10 MARTINIS POR DIA.

 

CANDIDATO B: FOI DESPEDIDO DO TRABALHO DUAS VEZES. DORME ATÉ

MEIO DIA, USAVA DROGAS NA UNIVERSIDADE E BEBIA MEIA GARRAFA DE

WHISKY TODA NOITE.

 

CANDIDATO C: É UM HERÓI CONDECORADO DE GUERRA, É

VEGETARIANO, NÃO FUMA, BEBE ÀS VEZES UM POUCO DE CERVEJA E

NUNCA TEVE RELAÇÕES EXTRACONJUGAIS.

 

QUAIS DESSES CANDIDATOS VOCÊ ESCOLHERIA?

 

DECIDA ANTES DE PROCURAR A RESPOSTA NO FINAL DA PÁGINA...

 

CANDIDATO A: FRANKLIN ROOSEVELT

 

CANDIDATO B: WINSTON CHURCHILL

 

CANDIDATO C: ADOLF HITLER

 

A RESPOSTA DA QUESTÃO DO ABORTO...SE RESPONDEU QUE SIM. VOCÊ

ACABA DE MATAR BEETHOVEN.

 

CONCLUSÃO:

NEM TUDO O QUE BRILHA É OURO, E NEM TUDO O QUE É OURO DEVE

BRILHAR. O IMPORTANTE SÃO AS DECISÕES QUE VOCÊ TOMA NO

CAMINHO, E COMO ELAS TE AJUDAM A CHEGAR AO FINAL.

POR ISSO É QUE NÃO DEVEMOS PRÉ JULGAR NINGUÉM.

PRINCIPALMENTE COM A DESCRIÇÃO DE DUAS OU TRÊS LINHAS.


E-mail - cuidado.

E-mail cuidado!

Sempre que for mandar um e-mail para alguém é melhor certificar-se do endereço, para que uma mal entendido não aconteça.
Um homem deixou as ruas cheias de neve de Chicago para umas férias ensolarada na Flórida.
Sua esposa estava viajando a negócios e estava planejando encontrá-lo lá no dia seguinte.
Quando chegou ao hotel resolveu mandar um e-mail para sua mulher. Como não achou o papelzinho em que tinha anotado o endereço do e-mail dela, tirou da memória o que lembrava e torceu para que estivesse certo. Infelizmente ele errou um letra, e a mensagem foi para uma mulher de um pastor. Este pastor havia morrido no dia anterior. Quando ela foi checar os seus e-mails, deu uma olhada no monitor, deu um grito de profundo horror e caiu dura e morta no chão.
Ao ouvir o grito, sua família correu para o quarto e leu o seguinte na tela do monitor.
"Querida esposa,
Acabei de chegar, foi uma longa viagem.
Aqui é tudo muito bonito. Muitas árvores, jardins...
Apesar de estar aqui há poucas horas, já estou gostando muito.
Agora vou descansar. Falei aqui com o pessoal. E está tudo preparado para sua chegada amanhã.
Tenho certeza que você também vai gostar...
Beijos do seu eterno e amoroso marido.

Obs. está fazendo uma calor infernal aqui!!!

Lembre-se este pequeno engano aconteceu quando o WhatsApp ainda não existia...

A Vida.

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?



Charles Chaplin 

Contornos.

Porque é que as coisas têm contornos?

(Gregory Bateson – Metadiálogos)

Filha: Pai, porque é que as coisas têm contornos?

Pai: Têm? Não sei. A que tipo de coisas te referes?

Filha: Quero dizer, quando desenho coisas, porque é que elas têm linhas que as delimitam?

Pai: Bem, e se fossem outras coisas – um rebanho ou uma conversa… Essas coisas também têm contornos?

Filha: Não seja assim, pai. Não posso desenhar uma conversa. Quero dizer coisas.

Pai: Está bem. Eu estava só a tentar saber o que é que tu querias dizer. Isto é, se <<damos contornos às coisas quando as desenhamos>>, ou se <<as coisas têm contornos quer as desenhemos quer não>>.

Filha: Não sei, pai. Diga lá o pai. Qual delas é a que eu quero dizer?

Pai: Não sei, minha querida. Houve um artista inconformado que desenhou toda a espécie de coisas e depois de ter morrido folhearam os seus livros e viram que em determinado sítio ele escrevera: <<Homens sensatos vêm contornos e portanto desenham-nos.>> Mas noutro sítio ele escreveu: <<Homens loucos vêm contornos e portanto desenham-nos.>>


As mãos.


As Mãos


Naquela manhã o jovem professor chegou à escola um tanto cabisbaixo.

Problemas se somavam e pesavam sobre sua sensibilidade de jovem idealista.

Estava difícil suportar. Foi então que, durante uma reunião de trabalho ele não pode controlar as lágrimas que lhe escorreram pelo rosto, em abundância.

Uma amiga, que o observava, em silêncio, estendeu as mãos e segurou as dele, num gesto de ternura.

Foi uma atitude simples, mas significou muito para aquele jovem, pois ele sabia que a amiga tinha uma vida super atarefada; muitas atividades e preocupações, filhos, marido, empresa, mas, mesmo assim, tinha tempo para dedicar ao amigo, para estender-lhe as mãos.

Aquele gesto simples levou o jovem a escrever sobre a importância das mãos. O texto diz mais ou menos assim:

As mãos podem muitas coisas: oferecer apoio no momento certo, estender-se para consolar, segurar firme para amparar.

Mas o que mais podem as mãos?

As mãos saúdam, as mãos sinalizam. As mãos envolvem, dão carinho.

As mãos estabelecem limites. Escrevem. Abençoam.

As mãos desenham no ar o “aDeus”, o “até logo”.

As mãos agasalham. Curam feridas.

Para o mudo a mão é o verbo. Para o idoso é a segurança.

Para o irascível a mão erguida é ameaça. Para o pedinte a mão estendida é súplica.

Para quem ama, a mão silenciosa, que acolhe a do ser amado, é felicidade.

Para quem chora, a mão alheia é conforto.

Há mãos que agarram, perturbadas. Há mãos que tocam, suaves. Há mãos que ferem. Há mãos que acariciam. Há mãos que amaldiçoam.

Há mãos que abençoam. Há mãos que destroem. Há mãos que edificam, trabalham, realizam.

Jacó estendeu as mãos para abençoar Efraim e Manassés.

Moisés estendeu as mãos para transmitir a Josué a autoridade para conduzir o povo de Israel, em seu lugar.

Jesus impôs as mãos sobre as crianças para abençoá-las. Também impôs as mãos para curar a filha de Jairo, o surdo-mudo, o cego de Betsaida, e tantos outros.

Há pessoas que transmitem energias, através da imposição de mãos, entregando-se a essa tarefa tão bela de amor.

As mãos de Chico Xavier, amparavam o pobre, o sofredor, o desesperançado.

Mãos luminosas das psicografias que traziam dos altiplanos mensagens edificantes da mais sublime beleza, que confortam, enlevam, esclarecem.

Mãos benditas desse arauto da boa nova, que não se cansavam de consolar a todos aqueles que as procurassem.

Nossas mãos podem exteriorizar o amor, construindo templos, hospitais e escolas; fabricando vacinas e equipamentos médicos; alimentando famintos, medicando enfermos…

Podem concretizar a paz social assinando tratados de armistício, escrevendo livros, guiando carros, pilotando aviões, varrendo ruas, tocando instrumentos musicais, pintando telas, esculpindo, construindo móveis, prestando serviços…

Podem manifestar fraternidade, ao lembrarmos da essencialidade do humano, da sensibilidade, da empatia, estendendo-as a um irmão que, num dia difícil, põe-se a chorar.

Pense nisso!

Suas mãos são abençoadas ferramentas para construção de um mundo melhor.

Use-as sempre para edificar, elevar, dignificar, apoiar, acenar com a esperança de melhores dias…

Monsenhor Jonas Adib

 

Idade de Diofanto.

A álgebra está presente no cotidiano das pessoas, na Grécia antiga o homem já estudava a relação da álgebra com situações cotidianas, a prova disso é o texto escrito na tumba de Diofanto, maior algebrista grego, “Aqui jaz o matemático que passou um sexto da sua vida como menino. Um dozeavo da sua vida passou como rapaz. Depois viveu um sétimo da sua vida antes de se casar. Cinco anos após nasceu seu filho, com quem conviveu metade da sua vida. Depois da morte de seu filho, sofreu mais 4 anos antes de morrer". De acordo com esse enigma, Diofanto teria __ anos.
Situações problemas, como a citada na tumba de Diofanto, podem ser resolvidas com o auxílio da álgebra. 













A Vida.

A vida

A vida é uma oportunidade, aproveita-a.
A vida é beleza, admira-a.
A vida é beatificação, saboreie-a.
A vida é sonho, torna-o realidade.
A vida é um desafio, enfrenta-o.
A vida é um dever, cumpre-o.
A vida é um jogo, joga-o.
A vida é preciosa, cuida-a.
A vida é riqueza, conserva-a.
A vida é amor, goza-a.
A vida é um mistério, desvela-o.
A vida é promessa, cumpre-a.
A vida é tristeza, supera-a.
A vida é um hino, canta-o.
A vida é um combate, aceita-o.
A vida é tragédia, domina-a.
A vida é aventura, afronta-a.
A vida é felicidade, merece-a.
A vida é a VIDA, defende-a.

Vínculos tóxicos - Família laços de amargor.

Vínculos tóxicos – Família laços de amargor

Os vínculos tóxicos: é comum no consultório, ouvindo os relatos dos pacientes, ou mesmo em nosso dia a dia, nos depararmos com um amigo, primo, colega de trabalho, enfim, alguém que percebemos ser uma pessoa com muitas qualidades, uma pessoa como podemos dizer… “do bem” sendo “usada”, “manipulada”, “escravizada” por outras pessoas.

Ficamos perplexos e se temos intimidade perguntamos: como você aguenta? Não vai falar nada? Fazer nada? E de repente … o silêncio misturado com a vergonha se rompe em uma justificativa paralisante…

“Então, é minha mãe, ou meu pai, meu irmão, minha filha, minha esposa, meu marido…”

Como se estes laços sanguíneos ou no caso do casamento, “de papel passado”, justificassem os abusos psicológicos e até físicos sofridos por muitos. Laços familiares que estão mais para correntes de aço, que te prendem, sufocam e que te matam aos poucos.

Em nossa cultura judaico cristã pai e mãe estão no sagrado, o lar é sagrado. Por exemplo, de mãe tomamos Nossa Senhora e por filho… ah, o filho exemplar é Jesus Cristo. Pai, este sim, o Todo Poderoso que tudo vê e tudo pode, afinal criou o mundo!

Trazer um pouco de consciência e de humanidade às famílias e em alguns casos questionar sua forma de funcionamento é mexer nesse sagrado e, este sagrado, está em nosso inconsciente coletivo… todos esperam ter a “sagrada família”, e não se pode questionar ou mexer nesse sagrado sem dor.

A lei do divórcio no Brasil veio em 1977 afinal casamento é pra vida toda! Só de olhar para este fato tão recente ― de que divórcio não existia e sempre é um processo doloroso para os que atravessam ― podemos perceber o quanto dói mexer na família.

Apesar de termos em nossa mente a família como algo sagrado, nós somos humanos, cometemos erros e isso faz parte de nossa espécie.

A questão é que há muitos casos onde, ultrapassada a barreira saudável, da convivência, entra-se na humilhação, violência, abuso, manipulação psicológica; ou seja, vivemos com o demônio! Sem paz, sem alegria, como no filme Dormindo com o Inimigo e, aguentamos anos após anos, cada vez perdendo nossa própria voz em prol de laços afetivos.

Veja também sobre vínculos tóxicos e violência:

  1. Quando a violência doméstica dói na alma
  2. Violência contra mulher e homicídio passional

Quantas crianças perdem sua infância limpando a casa com serviço pesado e ainda sofrendo humilhações das mais sórdidas, meninas e meninos espancados por não trazerem dinheiro para sustentar vícios de seus pais, filhas e filhos que se tornaram pais de seus pais, vão buscá-los em bares, dão banho e comida, familiares que usaram e abusaram do crédito do nome de seus filhos, esposa, marido, filha sendo aliciada por sua própria mãe, irmãos que roubam toda herança da irmã (o) quando morre o pai, ou avós, pais, tios que abusam sexualmente de filhas, netas, enfim a lista é tamanha que não caberia aqui.

São vivências e dores contínuas, jogos de manipulação, humilhações, uma rotina, um segredo de família, uma vergonha misturada com medo que paralisa e petrifica. As vezes nem se sabe se é possível ser diferente, até porque nunca foi diferente e essa realidade foi vivida sempre assim.

Sim é seu pai, sua mãe, seu irmão e isso você não teve escolha, mas hoje, o que você escolhe fazer?

A família ou as pessoas que exercem este papel são base para constituição da pessoa: é através dela que começamos a conhecer o mundo.

Mas quando o vínculo é venenoso, como fazer para sair disso?

O caminho é longo e dolorido, pois temos na família nosso modelo de valores, a necessidade de pertencer, aspiramos por amor e compreensão e temos a fantasia de que a família é o sagrado e que lá encontraremos tudo isso, mesmo que seja algo tão ruim e danoso para algumas pessoas.

Tendo a família como base da constituição e estando ela em nosso sagrado, cortar este laço é como cortar algo de si, é como amputar um membro. Fazemos de tudo pra salvar, queremos manter, mas as vezes por mais que desejemos manter, o que precisa ser feito é retirar esta parte que nos pertence para que a vida seja salva e para que a ferida possa começar a cicatrizar. Sim, laços venenosos precisam ser rompidos.

A terapia vem para colocar uma lupa na relação. Olhar o que é seu e o que é da outra pessoa.

Às vezes a convivência pode ser possível, mas em relacionamentos abusivos é necessário a separação física mesmo! É quase impossível fortalecer o ego de uma pessoa que foi a vida inteira explorada, humilhada, manipulada, violentada, convivendo no mesmo ambiente que o da pessoa que o (a) fez sofrer.

Seria possível Rapunzel continuar na torre, como se nada tivesse acontecido, após descobrir que foi raptada, que a bruxa não é sua mãe e que explorava os dons de seus cabelos? Acho que não.

Da mesma forma, após adquirir consciência da relação, a pessoa sofre muito e o papel da terapia é auxiliar nesta jornada, não só a enxergar a relação, como buscar fortalecer o paciente para que ele possa achar os caminhos e sair da prisão.

É difícil enxergar o abuso parental e os vínculos venenosos.

Muitos ouvem ainda que “é para o seu bem”, ou “é para ajudar a família”, “mas é seu pai (mãe)” …  mas e você? E para você? E o que você pensa? Por isso que nos casos de violência doméstica e abuso sexual a denúncia ainda é rara e quando há, não tem o total apoio da “família”.

Estes laços afetivos que são laços de fel, deixam marcas para toda uma vida, nos atormentam em relacionamentos futuros com cônjuge ou no trabalho, nos diminuem ou nos deixam duros demais. É preciso salvar nossa alma, salvar nosso eu e resgatar o brilho da vida que nos foi tirado.


O Concerto do Grande Mestre.

O CONCERTO DO GRANDE MESTRE

Para encorajar o progresso do filho ao piano, a mãe levou-o a um concerto de Paderewski. Depois de se sentarem, a mãe viu uma amiga na plateia e foi saudá-la. Tendo oportunidade para explorar o teatro, o pequeno levantou-se e foi percorrendo o espaço. Acabou diante duma porta onde se lia: "Proibido entrar. Quando as luzes diminuíram e o concerto estava quase a ter início, a mãe regressou ao seu lugar. Deu-se conta que o filho não se encontrava lá. De repente, as cortinas se abriram e as luzes incidiram sobre um piano impressionante, lá bem no cento do palco.

A mãe foi então surpreendida pelo filho sentado ao piano, inocentemente procurando as notas do Cai, cai, balão. Naquele momento, o grande mestre fez sua entrada. Dirigiu-se logo para o piano e sussurrou ao ouvido do menino: “Não pares, continua a tocar”. Inclinado sobre o piano, Paderewski estendeu a mão esquerda e começou a improvisar a parte do baixo. A seguir colocou a mão direita em volta do menino e serviu-se dela para juntar uma bela melodia. Juntos, o velho mestre e o jovem estreante, transformaram aquele embaraço numa experiência maravilhosamente criativa. O público ficou extasiado!

O mesmo se passa com Deus...

O que podemos conseguir por nossa conta, não vale sequer a pena mencionar. Fazemos o melhor possível!… Não resulta, porém, numa música bela e harmoniosa. Mas com as mãos do Mestre, os nossos gestos podem ganhar um toque de beleza.

Da próxima vez que decidires realizar alguma coisa, escuta atentamente. Ouve a voz do Mestre, sussurrando ao teu ouvido: " Não pares, continua a tocar". Sente os seus braços amorosos a envolver-te. Dá-te conta de que as suas mãos fortes também tocam no concerto da tua vida. Lembra-te: Deus não chama aqueles que estão preparados. Ele prepara os que são chamados. Estará sempre contigo para te amar e conduzir. Para fazer em ti e por ti grandes coisas!...


Avaliação da Aprendizagem.

A Avaliação da Aprendizagem nos dias de Hoje

 

Um educador motivado pela vocação, forma alunos motivados pelo senso de organização.

 

A dúvida é algo natural que deve ser estimulada. O bom docente sabe usá-la em benefício do aluno, e de si mesmo...

Nos dias de hoje, a avaliação da aprendizagem não é algo meramente técnico. Envolve autoestima, respeito à vivência e cultura própria do indivíduo, filosofia de vida, sentimentos e posicionamento político. Embora essas dimensões não sejam perceptíveis a todos os professores, observa-se, por exemplo, que um professor que usa o erro do aluno como ponto inicial para compreender o raciocínio desse educando e rever sua prática docente, e, se necessário, reformulá-la, possui uma posição bem diversa daquele que apenas atribui zero àquela questão e continua dando suas aulas da mesma maneira.

Do mesmo modo, o educador que faz uso de instrumentos de avaliação diversos para, ao longo de um período, acompanhar o ensino-aprendizagem, é diferente daquele que se restringe a dar uma prova ao final do período.

Segundo Canen (2001), Gandin (1995) e Luckesi (1996), a avaliação é um julgamento sobre uma realidade concreta ou sobre uma prática, à luz de critérios claros, estabelecidos prévia ou concomitantemente, para tomada de decisão. Desse modo, três elementos se fazem presentes no ato de avaliar: a realidade ou prática julgada, os padrões de referência, que dão origem aos critérios de julgamento, e o juízo de valor.


Através desses elementos, constata-se que a avaliação não é um processo apenas técnico. O educador deve refletir acerca de algumas questões: Quem julga? Por que e para que se julga? Quais os aspectos da realidade que devem ser julgados? Deve-se partir de que critérios? Esses critérios se baseiam em quê? A partir dos resultados do julgamento, quais são os tipos de decisões tomadas?

Como foi dito, a avaliação não é um processo apenas técnico, é um procedimento que inclui opções, escolhas, ideologias, crenças, percepções, posições políticas, vieses e representações, que informam os critérios através dos quais será julgada uma realidade. A avaliação do aproveitamento de alunos, por exemplo, pode basear-se em critérios reduzidos, apenas à memorização de conteúdos, ou pode basear-se em critérios que visem ao crescimento pessoal dos alunos, no que diz respeito as suas atitudes, liderança, conscientização crítica e cidadã. Esses critérios se originam de opiniões acerca do que se entende por educação, e vão direcionar o julgamento de valor acerca do desempenho daqueles alunos.

O Projeto Político-Pedagógico da escola deve ser elaborado coletivamente, e expor a visão acerca da missão da unidade escolar, direcionando os critérios através dos quais as práticas docentes que estão sendo desenvolvidas, sejam avaliadas. A avaliação da aprendizagem não é um julgamento de valor apenas acerca do aluno, mas também acerca da prática docente, que tem como resultado o desempenho do aluno. Segundo Paulo Freire, a avaliação não é um ato pelo qual A avalia B, mas sim um processo pelo qual A e B avaliam uma prática educativa.

Quando um professor dá uma explicação sobre um conteúdo, e no entanto, nos instrumentos de avaliação que ele elabora, propõe exercícios que abordam aspectos e habilidades referentes à matéria que não foram trabalhados, o aluno sente-se "perdido", sem ter um caminho a seguir, uma reflexão que possa fazer acerca daquela matéria.


O educador deve ter uma posição de não neutralidade envolvida na escolha dos critérios para o julgamento de valor e na escolha daquilo que se deseja julgar, a avaliação, como dissemos anteriormente, envolve mais do que uma simples contemplação. Ela requer tomada de decisão. Conforme Luckesi (1996), sendo o juízo satisfatório ou insatisfatório, temos sempre três possibilidades de tomada de decisão: continuar na situação em que nos encontramos, introduzir mudanças para que o objeto ou situação se modifique para melhor ou suprimir a situação ou objeto.

Infelizmente, algumas tomadas de decisão partindo de critérios que limitam o processo educativo a aulas expositivas, de linguagem pouco clara para os educandos, e, que restringem a avaliação a apenas um momento final, partindo de um único instrumento, homogêneo, tendem a optar pela "supressão" do educando direta ou indiretamente, através de sua reprovação.

Desse modo, o educador de hoje, deve repensar acerca dos seus critérios de avaliação, acerca da necessidade de construir políticas e práticas que considerem essa diversidade e que estejam comprometidas com o sucesso e não o fracasso escolar.

Para isso, faz-se necessário um retorno as formas pelas quais a avaliação foi planejada.


Avaliação.

É HORA DE DISCUTIR AVALIAÇÃO. E REGRAS

NO COLÉGIO MONTEIRO LOBATO, DE PORTO ALEGRE, NÃO HÁ MAIS PROVAS. "NOSSO OBJETIVO NÃO É TESTAR O ALUNO, MAS REALIZAR UM DIAGNÓSTICO PARA DETECTAR DEFICIÊNCIAS NO APRENDIZADO E TRABALHAR ESSES PONTOS NOVAMENTE", EXPLICA O PROFESSOR LUCIANO DENARDIN DE OLIVEIRA. POR ISSO, O ALUNO NÃO VÊ MAIS RAZÃO PARA SE VALER DO "JEITINHO BRASILEIRO". LÁ SÓ SE AVALIA O QUE JÁ FOI BEM TRABALHADO E NINGUÉM PRECISA COLAR FÓRMULAS, POIS ELAS FICAM NO QUADRO-NEGRO, PARA TODO MUNDO VER.

A PROVA COM CONSULTA É O MELHOR ANTÍDOTO DA COLA PARA GUSTAVO BERNARDO, PROFESSOR NA UNIVERSIDADE ESTADUAL DO RIO DE JANEIRO. "A AVALIAÇÃO QUE DÁ MARGEM À COLA PRECISA SER ABOLIDA, PROPORCIONANDO UMA RELAÇÃO DE CONFIANÇA, NÃO SÓ DO PROFESSOR NOS ALUNOS, MAS DOS ALUNOS NO PRÓPRIO SABER."

AS AVALIAÇÕES QUE BERNARDO PROPÕE TÊM O OBJETIVO DE ESTIMULAR A CAPACIDADE DE ARGUMENTAÇÃO. DURANTE OS TESTES, OS ALUNOS PODEM CONSULTAR CADERNOS, LIVROS E ATÉ UNS AOS OUTROS, DESDE QUE NÃO COPIEM. "E A SALA NÃO VIRA UMA BAGUNÇA."

NO COLÉGIO ESTADUAL EMÍLIO DE MENEZES, EM CURITIBA, A HORA DA PROVA NÃO É MOMENTO DE TERRORISMO, DE ACORDO COM O DIRETOR ALCIDES JOSÉ DE CARVALHO. "DAMOS MAIS ÊNFASE À QUESTÃO FORMATIVA E VALORIZAMOS O PROGRESSO DO ALUNO INDEPENDENTEMENTE DE ELE SER O 'MELHOR' OU O 'PIOR', DA TURMA." POR ISSO, AS SITUAÇÕES DE COLA NÃO SÃO FREQUENTES.

QUANDO ALGUM PROBLEMA DESSE TIPO ACONTECE, O ALUNO É ENCAMINHADO PARA A ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL. "MOSTRAMOS QUE A ATITUDE NÃO ERA CORRETA", DIZ O DIRETOR, ENFATIZANDO O CUIDADO DE FALAR DA ATITUDE E NÃO DA PESSOA. OU SEJA, NÃO É O ALUNO QUE ESTÁ ERRADO, E SIM O QUE ELE FEZ. "TEMOS UMA GRANDE FUNÇÃO SOCIAL DE PREPARAR O ALUNO PARA NÃO COMPACTUAR COM O MODELO DA CHAMADA 'LEI DE GERSON', QUE DEFENDE QUE O IMPORTANTE É LEVAR VANTAGEM EM TUDO."

É HORA DE DISCUTIR AVALIAÇÃO. E REGRAS

PESE O QUE VOCÊ ESTÁ EXIGINDO NAS PROVAS. PARA SE SAIR BEM NELAS O ALUNO PRECISA DECORAR FÓRMULAS E DATAS? O CONTEÚDO QUE ESTÁ SENDO COBRADO FOI BEM COMPREENDIDO PELA TURMA?

PENSE E DISCUTA COM COLEGAS, ALUNOS E DIREÇÃO SE O MÉTODO DE AVALIAÇÃO ADOTADO PELA ESCOLA É JUSTO E EFICIENTE. É APENAS A NOTA DA PROVA QUE DEFINE O NÍVEL DE APRENDIZAGEM DA TURMA OU OUTRAS FORMAS DE AVALIAÇÃO ESTÃO SENDO LEVADAS EM CONTA?

QUE IMPORTÂNCIA VOCÊ DÁ À NOTA DA PROVA: É SEMPRE UM ATESTADO DE IGNORÂNCIA OU DE INTELIGÊNCIA? OU VOCÊ CONSIDERA A PROVA UMA FORMA DE REORIENTAR AS SUAS AÇÕES?

QUE TAL OLHAR SEM PRECONCEITO PARA O ALUNO QUE FOI PEGO COLANDO E PERGUNTAR: POR QUE FEZ ISSO? TEVE UM COMPORTAMENTO DESONESTO PURA E SIMPLESMENTE OU PARECIA INSEGURO E NERVOSO POR NÃO TER ESTUDADO DIREITO? ÀS VEZES O PAVOR É TANTO QUE O ALUNO ESQUECE TUDO QUE ESTUDOU. SERÁ QUE ELE NECESSITA DE AJUDA OU VOCÊ PRECISA REPENSAR A AVALIAÇÃO?

QUANDO BOA PARTE DA TURMA TIROU NOTA BAIXA, VOCÊ APROVEITA PARA FAZER UMA AUTO AVALIAÇÃO OU ENTENDE QUE O PROBLEMA ESTÁ NA INCAPACIDADE DE APRENDIZAGEM DELES?

HÁ TRANSPARÊNCIA NA SUA RELAÇÃO COM OS ALUNOS, COM ESPAÇO, POR EXEMPLO, PARA DISCUTIR A NOTA?

ANTIGAMENTE, O PROFESSOR PODIA SAIR DA SALA DURANTE A PROVA, PORQUE CONFIAVA NOS ALUNOS. HOJE, RAROS TÊM ESSA ATITUDE. IMAGINE COMO SERIA SE VOCÊ DEIXASSE SEUS ALUNOS SOZINHOS DURANTE A PROVA. PARA VOCÊ, ISSO MUDARIA O RESULTADO DA AVALIAÇÃO?

SUA ESCOLA CRIA ESPAÇO PARA A DISCUSSÃO DA ÉTICA? SABEMOS QUE O COMPORTAMENTO ÉTICO CHEGA A SER DESESTIMULADO NA NOSSA SOCIEDADE COMPETITIVA E DESIGUAL. E SE VOCÊ TRANSFORMASSE O PROBLEMA NO MOTE DE UMA DISCUSSÃO?

VOCÊ SABIA QUE UMA PROVA NÃO PROVA NADA? UMA COLA TAMBÉM NÃO. SE O ALUNO FAZ UM LEMBRETE NÃO INDICA QUE ELE É MAU CARÁTER.

 


Artigos.

Dez sinais de alerta de que sua personalidade pode intimidar outras pessoas

Você frequentemente sente que ninguém realmente te entende? Você diz uma coisa, e as pessoas ouvem outra. Você oferece um conselho e as pessoas dizem para você parar de dizer o que elas devem fazer. Você tenta ajudar um amigo a ver a situação de uma perspectiva diferente e ele te diz que você não é terapeuta.

Nós vivemos em uma sociedade cheia de julgamentos. Muitas vezes, julgar outra pessoa alivia a pressão de nós mesmos. As pessoas julgam umas às outras por muitas razões, apesar de muitas delas nada terem a ver com a outra pessoa. Pense bem: Como você enxerga o mundo, vem de dentro. Nós projetamos nossos ambientes internos em outras pessoas. Se estamos naturalmente infelizes com nós mesmos, estamos mais propícios a ver o que há de errado com o outro.

Você pode não entender por que as pessoas parecem sempre ter a impressão errada de você. Apesar de ser bom saber como os outros nos veem, precisamos nos lembrar de que as opiniões alheias não definem quem somos.

Tire algum tempo hoje para refletir e ver se você se identifica com algum desses 10 sinais de personalidade intimidadora.

10. Você fala como realmente é.

Pessoas que são honestas e diretas tendem a ser vistas como malvadas e insensíveis. Você sempre fala a verdade, e isso é admirável. Apenas certifique-se de quando for colocar tudo para fora, faça-o tendo os sentimentos da outra pessoa em mente.

9. Você é mente aberta e gosta de experimentar coisas novas.

Algumas pessoas irão dizer que você é desfocado e inquieto, mas você apenas tem uma grande mente que quer experimentar a vida de milhares de maneiras. As pessoas geralmente vivem uma existência polarizada; elas evitam tudo aquilo que contradiz a maneira como pensam e discutem com qualquer um que discorde delas.

Se você é do tipo de pessoa que gosta de ouvir os dois lados de uma discussão, apenas por questão de informação, não deixe que pessimistas e pessoas de mente fechada mudem você.

8. Você inova.

Você nunca é um seguidor, e às vezes, se sente mais como um lobo solitário do que como o líder da matilha. Sua atitude e habilidade descaradas para olhar além dos problemas e focar na solução pode fazer com que os outros se sintam apreensivos. Eles não podem prever seu próximo movimentos, então eles preferem te criticar.

7. Você é direto.

Você não te medo de se aproximar de uma pessoa e lhe dizer como você se sente ou se ela te disse algo que te ofendeu. As pessoas frequentemente pedem que você dê as más notícias porque sabem que você o fará facilmente.

Você valoriza a honestidade acima de tudo e muitas pessoas consideram isso intimidador. Elas se sentem vulneráveis ao seu redor, pressionadas para falar o que pensam, mesmo quando não tem certeza de si mesmos.

6. Você é obstinado.

Você tem coragem de ouro e nunca volta atrás. Não importa quantas vezes você foi nocauteado, você levanta novamente. Você está disposto a ir além para alcançar seus objetivos e esse tipo de ambição pode fazer com que pessoas questionem seus próprios sucessos.

5. Você não aguenta pessoas que reclamam constantemente.

Se alguém quer lamentar ou reclamar sobre algo, você irá oferecer uma solução, e não a sua simpatia, Tenha em mente que às vezes as pessoas querem apenas ser ouvidas. Seu conselho pode ser sólido, mas pode ser mal interpretado se alguém está em um estado emocional delicado e quer apenas conforto.

4. Você é amável.

Pessoas de coração mole geralmente sofrem com o peso de atitudes ruins dos outros. Muitas pessoas que parecem duras e desinteressadas são, na verdade, os seres mais gentis e sensíveis. Tenha a certeza de se manter dessa forma, mas guarde seu coração e deixe entrar apenas as pessoas que se provarem confiáveis.

3. Conversa fiada não é com você.

Você prefere se sentar em um silêncio confortável com um velho amigo do que começar uma conversa sem sentido com um estranho. Você nunca se especializou na arte de conversa fiada, que é o que abastece a maioria das interações no ambiente de trabalho. As pessoas tem medo de falar com você, porque você não tende a falar a menos que tenha algo importante para dizer.

 

 

2. Você é sábio para além dos seus anos.

O fato de você conseguir olhar além do presente e entender o panorama completo faz com que você tenha um comportamento descontraído que muitos consideram intimidador. A sua habilidade de se manter equilibrado e encontrar a solução para seus problemas em vez de se apegar a tolices fazem com que algumas pessoas se sintam inferiores.

1. Você não tolera estupidez.

Existe uma diferença entre ignorância e inteligência; pessoas que intencionalmente escolhem fechar os olhos e seguir com a vida, sem se preocupar em entender o mundo a sua volta, não interessam a você. Você não hesita em encerrar uma conversar ou cortar laços com alguém que é intencionalmente ignorante.

 

 

Você se identifica com alguma destas qualidades? Conte-nos a característica mais marcante de sua personalidade nos comentários. Não se esqueça de compartilhar com amigos e familiares para saber se eles também têm personalidades intimidadoras.

 


Haicai.

Os dez mandamentos do haicai



I - O Haicai é poema conciso, formado de 17 sílabas, ou melhor, sons, distribuídas em três versos (5-7-5), sem rima nem título e com o termo-de-estação do ano (kigô).

II - O kigô é a palavra que representa uma das quatro estações, primavera, verão, outono e inverno; p. ex., IPÊ (flor de primavera), CALOR (fenômeno ambiental de verão), LIBÉLULA (inseto de outono) e FESTA JUNINA (evento de inverno).

III - Cada estação do ano tem o próprio caráter, do ponto de vista da sensibilidade do poeta; p. ex., Primavera (alegria), Verão (vivacidade), Outono (melancolia) e inverno (tranquilidade).

IV - O haicai é poema que expressa fielmente a sensibilidade do autor. Por isso,

  • respeitar a simplicidade;
  • evitar o "enfeite" de "termos poéticos";
  • captar um instante em seu núcleo de eternidade, ou melhor, um momento de transitoriedade;
  • evitar o raciocínio.

V - A métrica ideal do haicai é a seguinte: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro; mas não há exigência rigorosa, obedecida a regra de não ultrapassar 17 sílabas ao todo, e também não muito menos que isso. E a contagem das sílabas termina sempre na sílaba tônica da última palavra de cada verso.

VI - O haicai é poemeto popular; por isso usa-se palavras quotidianas e de fácil compreensão.

VII - O dono do haicai é o próprio autor; por isso, deve-se evitar imitação de qualquer forma, procurando sempre a verdade do espírito haicaísta, que exige consciência e realidade.

VIII - O haicaísta atento capta a instantaneidade, qual apertar o botão da câmera.

IX - O haicai é considerado como uma espécie de diálogo entre autor e apreciador; por isso, não se deve explicar tudo por tudo. A emoção ou a sensação sentida pelo autor deve apenas sugerida, a fim de permitir ao leitor o re-acontecer dessa emoção, para que ele possa concluir, à sua maneira, o poema assim apresentado. Em outras palavras, o haicai não deve ser um poema discursivo e acabado.

X - O haicai é um produto de imaginação emanada da sensibilidade do haicaísta; por isso, deve-se evitar expressões de causalidade, sentimentalismo vazio ou pieguice.

 


Exemplo.

Meu grande exemplo

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?

Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?

Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!


Comunicação.

COMUNICAÇÃO

                                                           (Luis Fernando Veríssimo)

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?


"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que está e mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
"Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?"
"Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho."
"Sinto muito."
"Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando."
"Eu não estou pensando nada, cavalheiro."
"Chame o gerente."
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção em minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim."
 “Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço. "
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa. "
"Ah, tem clique. É elétrico. "
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar. "
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televisão. "
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo... "
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa. "
"Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e. "
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"


Hora de Dormir.

Hora de Dormir (de Fernando Sabino)

 

- Por que não posso ficar vendo televisão?
- Porque você tem de dormir.
- Por quê?
- Porque está na hora, ora essa.
- Hora essa?
- Além do mais, isso não é programa para menino.
- Por quê?
- Porque é assunto de gente grande, que você não entende.
- Estou entendendo tudo.
- Mas não serve para você. É impróprio.
- Vai ter mulher pelada?
- Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você tem colégio amanhã cedo.
- Todo dia eu tenho.
- Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir.
- Espere um pouquinho.
- Não espero não.
- Você vai ficar aí vendo e eu não vou.
- Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror de televisão. Vamos, obedeça a seu pai.
- Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo.
- Não tenho nada que ver com os outros meninos; tenho que ver com o meu filho. Já para a cama.
- Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda.
- Não comece com coisa não, que eu perco a paciência.
- Pode perder.
- Deixe de ser malcriado.
- Você mesmo que me criou.
- O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?
- Falo como quiser, pronto.
- Não fique respondendo não: cale essa boca.
- Não calo. A boca é minha.
- Olha que eu ponho de castigo.
- Pode pôr.
- Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas.
- Quem é que anda lhe ensinando esses modos? Você está ficando é muito insolente.
- Ficando o quê?
- Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando... Quando ele falava está na hora de dormir, estava na hora de dormir.
- Naquele tempo não tinha televisão.
- Mas tinha outras coisas.
- Que outras coisas?
- Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir.
- Chato.
- Como? Repita, para você ver o que acontece.
- Chato.
- Toma para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a ter respeito a seu pai.
- E não adianta ficar aí chorando feito bobo. Venha cá.
- Amanhã eu não vou ao colégio.
- Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me comove. Anda, venha cá.
- Você me bateu...
- Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu nem nada. Peça perdão a seu pai e vá dormir.
- Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz?
- Então você não tem pena de seu pai? Vamos! Tome a benção e vá dormir.
- Papai.
- Que é?
- Me desculpe.
- Está desculpado. Deus o abençoe. Agora vai.
- Por que não posso ficar vendo televisão?

 


Seja bem-vindo. Hoje é