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Enem/Vestibular

Exercício de Interpretação de Texto

[…]

O menino ouviu a narrativa de um arqueiro que passou anos e anos treinando a arte do arco e flecha, até se tornar um especialista. Ao chegar a uma reunião com outros arqueiros, encontrou uma extensa parede com inúmeros alvos – e flechas cravadas bem no centro deles. O arqueiro ficou impressionado. Não acreditava que uma única pessoa havia feito aquilo. Era uma proeza. Uma multidão de flechas milimetricamente no centro dos alvos, quem realizou aquele feito? Havia um garotinho perto dos alvos e o arqueiro perguntou:

“Você sabe quem lançou essas flechas?”. E o garoto disse: “Sim, fui eu”. O arqueiro não conseguia acreditar. Como assim? Aquele garotinho era o responsável por tamanha façanha? Então o menino contou como fez aquilo: “Primeiro eu jogo a flecha e depois pinto o alvo ao redor”. […]

Os ditados populares e provérbios têm a propriedade de sintetizar interpretações sobre fatos da vida cotidiana, geralmente ilustrados por narrativas que contêm quebras de expectativa. Considerando essas informações, o possível provérbio que melhor sintetiza o texto é

a) não adianta chorar sobre o leite derramado

b) água mole em pedra dura tanto bate até que fura

c) cada macaco no seu galho

d) quem com ferro fere, com ferro será ferido

e) em terra de cego, quem tem um olho é rei





a resposta certa é:




Resposta do exercício - E - Considere que questões como esta são muito frequentes, pois os examinadores querem saber se você consegue combinar o dito popular com o texto que acabou de ler. Assim eles avaliam duas coisas: se você compreendeu o texto e se consegue trazer uma frase que combine com ele.



A Brasileira.

A Brasileira

 

Chiquinha Gonzaga

 

EU ADORO UMA MORENA SACUDIDA

DE OLHOS NEGROS E FACES COR DE JAMBO

LÁBIOS RUBROS, CABELOS DE AZEVICHE

QUE ME MATA, ME ENFEITIÇA, PÕE-ME BAMBO

A CINTURA, MEU DEUS, É DELICADA

O SEU PORTE É FACEIRO E BEM DECENTE

AS MÃOZINHAS SÃO ENFEITES, SÃO BERLOQUES

QUE FAZEM ENLOUQUECER A TODA GENTE

 

AI MORENA A QUEM AMO, A QUEM ADORO

NÃO ME SAI UM SÓ MOMENTO DA IDEIA

É FACEIRA, DENGOSA E MUITO CHIQUE

TEM UM PÉ... QUE BELEZA, QUE TETEIA!

 

HÁ SEGREDOS, QUEM DIZ, NAQUELE CORPO

TREMELIQUES, DESMAIOS, SENSAÇÕES

QUE NOS PÕE A CABEÇA ANDAR À RODA

SONHANDO COM DELÍCIAS, COM PAIXÕES

SEUS DENTES SÃO MARFIM DE ALTO PREÇO

SUA BOCA UM COFRE PERFUMADO

O RESTO DO CORPINHO UMA DELÍCIA

O MELHOR É NÃO DIZER, FICAR CALADO

 

AI MORENA A QUEM AMO, A QUEM ADORO

NÃO ME SAI UM SÓ MOMENTO DA IDEIA

É FACEIRA, DENGOSA E MUITO CHIQUE

TEM UM PÉ... QUE BELEZA, QUE TETEIA!


E-mail - cuidado.

E-mail cuidado!

Sempre que for mandar um e-mail para alguém é melhor certificar-se do endereço, para que uma mal entendido não aconteça.
Um homem deixou as ruas cheias de neve de Chicago para umas férias ensolarada na Flórida.
Sua esposa estava viajando a negócios e estava planejando encontrá-lo lá no dia seguinte.
Quando chegou ao hotel resolveu mandar um e-mail para sua mulher. Como não achou o papelzinho em que tinha anotado o endereço do e-mail dela, tirou da memória o que lembrava e torceu para que estivesse certo. Infelizmente ele errou um letra, e a mensagem foi para uma mulher de um pastor. Este pastor havia morrido no dia anterior. Quando ela foi checar os seus e-mails, deu uma olhada no monitor, deu um grito de profundo horror e caiu dura e morta no chão.
Ao ouvir o grito, sua família correu para o quarto e leu o seguinte na tela do monitor.
"Querida esposa,
Acabei de chegar, foi uma longa viagem.
Aqui é tudo muito bonito. Muitas árvores, jardins...
Apesar de estar aqui há poucas horas, já estou gostando muito.
Agora vou descansar. Falei aqui com o pessoal. E está tudo preparado para sua chegada amanhã.
Tenho certeza que você também vai gostar...
Beijos do seu eterno e amoroso marido.

Obs. está fazendo uma calor infernal aqui!!!

Lembre-se este pequeno engano aconteceu quando o WhatsApp ainda não existia...

Artigos.

Dez sinais de alerta de que sua personalidade pode intimidar outras pessoas

Você frequentemente sente que ninguém realmente te entende? Você diz uma coisa, e as pessoas ouvem outra. Você oferece um conselho e as pessoas dizem para você parar de dizer o que elas devem fazer. Você tenta ajudar um amigo a ver a situação de uma perspectiva diferente e ele te diz que você não é terapeuta.

Nós vivemos em uma sociedade cheia de julgamentos. Muitas vezes, julgar outra pessoa alivia a pressão de nós mesmos. As pessoas julgam umas às outras por muitas razões, apesar de muitas delas nada terem a ver com a outra pessoa. Pense bem: Como você enxerga o mundo, vem de dentro. Nós projetamos nossos ambientes internos em outras pessoas. Se estamos naturalmente infelizes com nós mesmos, estamos mais propícios a ver o que há de errado com o outro.

Você pode não entender por que as pessoas parecem sempre ter a impressão errada de você. Apesar de ser bom saber como os outros nos veem, precisamos nos lembrar de que as opiniões alheias não definem quem somos.

Tire algum tempo hoje para refletir e ver se você se identifica com algum desses 10 sinais de personalidade intimidadora.

10. Você fala como realmente é.

Pessoas que são honestas e diretas tendem a ser vistas como malvadas e insensíveis. Você sempre fala a verdade, e isso é admirável. Apenas certifique-se de quando for colocar tudo para fora, faça-o tendo os sentimentos da outra pessoa em mente.

9. Você é mente aberta e gosta de experimentar coisas novas.

Algumas pessoas irão dizer que você é desfocado e inquieto, mas você apenas tem uma grande mente que quer experimentar a vida de milhares de maneiras. As pessoas geralmente vivem uma existência polarizada; elas evitam tudo aquilo que contradiz a maneira como pensam e discutem com qualquer um que discorde delas.

Se você é do tipo de pessoa que gosta de ouvir os dois lados de uma discussão, apenas por questão de informação, não deixe que pessimistas e pessoas de mente fechada mudem você.

8. Você inova.

Você nunca é um seguidor, e às vezes, se sente mais como um lobo solitário do que como o líder da matilha. Sua atitude e habilidade descaradas para olhar além dos problemas e focar na solução pode fazer com que os outros se sintam apreensivos. Eles não podem prever seu próximo movimentos, então eles preferem te criticar.

7. Você é direto.

Você não te medo de se aproximar de uma pessoa e lhe dizer como você se sente ou se ela te disse algo que te ofendeu. As pessoas frequentemente pedem que você dê as más notícias porque sabem que você o fará facilmente.

Você valoriza a honestidade acima de tudo e muitas pessoas consideram isso intimidador. Elas se sentem vulneráveis ao seu redor, pressionadas para falar o que pensam, mesmo quando não tem certeza de si mesmos.

6. Você é obstinado.

Você tem coragem de ouro e nunca volta atrás. Não importa quantas vezes você foi nocauteado, você levanta novamente. Você está disposto a ir além para alcançar seus objetivos e esse tipo de ambição pode fazer com que pessoas questionem seus próprios sucessos.

5. Você não aguenta pessoas que reclamam constantemente.

Se alguém quer lamentar ou reclamar sobre algo, você irá oferecer uma solução, e não a sua simpatia, Tenha em mente que às vezes as pessoas querem apenas ser ouvidas. Seu conselho pode ser sólido, mas pode ser mal interpretado se alguém está em um estado emocional delicado e quer apenas conforto.

4. Você é amável.

Pessoas de coração mole geralmente sofrem com o peso de atitudes ruins dos outros. Muitas pessoas que parecem duras e desinteressadas são, na verdade, os seres mais gentis e sensíveis. Tenha a certeza de se manter dessa forma, mas guarde seu coração e deixe entrar apenas as pessoas que se provarem confiáveis.

3. Conversa fiada não é com você.

Você prefere se sentar em um silêncio confortável com um velho amigo do que começar uma conversa sem sentido com um estranho. Você nunca se especializou na arte de conversa fiada, que é o que abastece a maioria das interações no ambiente de trabalho. As pessoas tem medo de falar com você, porque você não tende a falar a menos que tenha algo importante para dizer.

 

 

2. Você é sábio para além dos seus anos.

O fato de você conseguir olhar além do presente e entender o panorama completo faz com que você tenha um comportamento descontraído que muitos consideram intimidador. A sua habilidade de se manter equilibrado e encontrar a solução para seus problemas em vez de se apegar a tolices fazem com que algumas pessoas se sintam inferiores.

1. Você não tolera estupidez.

Existe uma diferença entre ignorância e inteligência; pessoas que intencionalmente escolhem fechar os olhos e seguir com a vida, sem se preocupar em entender o mundo a sua volta, não interessam a você. Você não hesita em encerrar uma conversar ou cortar laços com alguém que é intencionalmente ignorante.

 

 

Você se identifica com alguma destas qualidades? Conte-nos a característica mais marcante de sua personalidade nos comentários. Não se esqueça de compartilhar com amigos e familiares para saber se eles também têm personalidades intimidadoras.

 


Haicai.

Os dez mandamentos do haicai



I - O Haicai é poema conciso, formado de 17 sílabas, ou melhor, sons, distribuídas em três versos (5-7-5), sem rima nem título e com o termo-de-estação do ano (kigô).

II - O kigô é a palavra que representa uma das quatro estações, primavera, verão, outono e inverno; p. ex., IPÊ (flor de primavera), CALOR (fenômeno ambiental de verão), LIBÉLULA (inseto de outono) e FESTA JUNINA (evento de inverno).

III - Cada estação do ano tem o próprio caráter, do ponto de vista da sensibilidade do poeta; p. ex., Primavera (alegria), Verão (vivacidade), Outono (melancolia) e inverno (tranquilidade).

IV - O haicai é poema que expressa fielmente a sensibilidade do autor. Por isso,

  • respeitar a simplicidade;
  • evitar o "enfeite" de "termos poéticos";
  • captar um instante em seu núcleo de eternidade, ou melhor, um momento de transitoriedade;
  • evitar o raciocínio.

V - A métrica ideal do haicai é a seguinte: 5 sílabas no primeiro verso, 7 no segundo e 5 no terceiro; mas não há exigência rigorosa, obedecida a regra de não ultrapassar 17 sílabas ao todo, e também não muito menos que isso. E a contagem das sílabas termina sempre na sílaba tônica da última palavra de cada verso.

VI - O haicai é poemeto popular; por isso usa-se palavras quotidianas e de fácil compreensão.

VII - O dono do haicai é o próprio autor; por isso, deve-se evitar imitação de qualquer forma, procurando sempre a verdade do espírito haicaísta, que exige consciência e realidade.

VIII - O haicaísta atento capta a instantaneidade, qual apertar o botão da câmera.

IX - O haicai é considerado como uma espécie de diálogo entre autor e apreciador; por isso, não se deve explicar tudo por tudo. A emoção ou a sensação sentida pelo autor deve apenas sugerida, a fim de permitir ao leitor o re-acontecer dessa emoção, para que ele possa concluir, à sua maneira, o poema assim apresentado. Em outras palavras, o haicai não deve ser um poema discursivo e acabado.

X - O haicai é um produto de imaginação emanada da sensibilidade do haicaísta; por isso, deve-se evitar expressões de causalidade, sentimentalismo vazio ou pieguice.

 


Exemplo.

Meu grande exemplo

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?

Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?

Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!


Comunicação.

COMUNICAÇÃO

                                                           (Luis Fernando Veríssimo)

É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um... um... como é mesmo o nome?


"Posso ajudá-lo, cavalheiro?"
"Pode. Eu quero um daqueles, daqueles..."
"Pois não?"
"Um... como é mesmo o nome?"
"Sim?"
"Pomba! Um... um... Que cabeça a minha. A palavra me escapou por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima."
"Sim senhor."
"O senhor vai dar risada quando souber."
"Sim senhor."
"Olha, é pontuda, certo?"
"O quê, cavalheiro?"
"Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que está e mais fechada. E tem um, um... Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. É isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?"
"Infelizmente, cavalheiro..."
"Ora, você sabe do que eu estou falando."
"Estou me esforçando, mas..."
"Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?"
"Se o senhor diz, cavalheiro."
"Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero."
"Sim senhor. Pontudo numa ponta."
"Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?"
"Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?"
"Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho."
"Sinto muito."
"Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. O desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números mais complicados, claro. O oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando."
"Eu não estou pensando nada, cavalheiro."
"Chame o gerente."
"Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feito do quê?"
"É de, sei lá. De metal."
"Muito bem. De metal. Ela se move?"
"Bem... É mais ou menos assim. Presta atenção em minhas mãos. É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim."
 “Tem mais de uma peça? Já vem montado?"
"É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço. "
"Francamente..."
"Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e clique, encaixa. "
"Ah, tem clique. É elétrico. "
"Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar. "
"Já sei!"
"Ótimo!"
"O senhor quer uma antena externa de televisão. "
"Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo... "
"Tentemos por outro lado. Para o que serve?"
"Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa. "
"Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e. "
"Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!"
"Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!"
"É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um... um... Como é mesmo o nome?"


Hora de Dormir.

Hora de Dormir (de Fernando Sabino)

 

- Por que não posso ficar vendo televisão?
- Porque você tem de dormir.
- Por quê?
- Porque está na hora, ora essa.
- Hora essa?
- Além do mais, isso não é programa para menino.
- Por quê?
- Porque é assunto de gente grande, que você não entende.
- Estou entendendo tudo.
- Mas não serve para você. É impróprio.
- Vai ter mulher pelada?
- Que bobagem é essa? Ande, vá dormir que você tem colégio amanhã cedo.
- Todo dia eu tenho.
- Está bem, todo dia você tem. Agora desligue isso e vá dormir.
- Espere um pouquinho.
- Não espero não.
- Você vai ficar aí vendo e eu não vou.
- Fico vendo não, pode desligar. Tenho horror de televisão. Vamos, obedeça a seu pai.
- Os outros meninos todos dormem tarde, só eu que durmo cedo.
- Não tenho nada que ver com os outros meninos; tenho que ver com o meu filho. Já para a cama.
- Também eu vou para a cama e não durmo, pronto. Fico acordado a noite toda.
- Não comece com coisa não, que eu perco a paciência.
- Pode perder.
- Deixe de ser malcriado.
- Você mesmo que me criou.
- O quê? Isso é maneira de falar com seu pai?
- Falo como quiser, pronto.
- Não fique respondendo não: cale essa boca.
- Não calo. A boca é minha.
- Olha que eu ponho de castigo.
- Pode pôr.
- Venha cá! Se der mais um pio, vai levar umas palmadas.
- Quem é que anda lhe ensinando esses modos? Você está ficando é muito insolente.
- Ficando o quê?
- Atrevido, malcriado. Eu com sua idade já sabia obedecer. Quando é que eu teria coragem de responder a meu pai como você faz. Ele me descia o braço, não tinha conversa. Eu porque sou muito mole, você fica abusando... Quando ele falava está na hora de dormir, estava na hora de dormir.
- Naquele tempo não tinha televisão.
- Mas tinha outras coisas.
- Que outras coisas?
- Ora, deixe de conversa. Vamos desligar esse negócio. Pronto, acabou-se. Agora é tratar de dormir.
- Chato.
- Como? Repita, para você ver o que acontece.
- Chato.
- Toma para você aprender. E amanhã fica de castigo, está ouvindo? Para aprender a ter respeito a seu pai.
- E não adianta ficar aí chorando feito bobo. Venha cá.
- Amanhã eu não vou ao colégio.
- Vai sim senhor. E não adianta ficar fazendo essa carinha, não pense que me comove. Anda, venha cá.
- Você me bateu...
- Bati porque você mereceu. Já acabou, pare de chorar. Foi de leve, não doeu nem nada. Peça perdão a seu pai e vá dormir.
- Por que você é assim, meu filho? Só para me aborrecer. Sou tão bom para você, você não reconhece. Faço tudo que você me pede, os maiores sacrifícios. Todo dia trago para você uma coisa da rua. Trabalho o dia todo por sua causa mesmo, e quando chego em casa para descansar um pouco, você vem com essas coisas. Então é assim que se faz?
- Então você não tem pena de seu pai? Vamos! Tome a benção e vá dormir.
- Papai.
- Que é?
- Me desculpe.
- Está desculpado. Deus o abençoe. Agora vai.
- Por que não posso ficar vendo televisão?

 


Medo de perder.

Um dos maiores obstáculos para uma vida harmônica, plena, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo medo de perder alguém, o medo de perder quem dizemos amar: cônjuge, filhos amigos, patrão, empregado, cliente... Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual estamos nos relacionando, ele se reverte de mil e uma formas, aparece sobre mil disfarces, como o medo de sermos criticados, que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, de sermos rejeitados, de não sermos importantes, de sermos menos prezados, de não sermos amados, medo da solidão, e tudo isso pode ser designado por uma palavra:

 C I Ú M E S!

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não ser dono de alguém. Na relação ciumenta colocamos: nós e o outro como objetos, nesta relação pessoas e objetos são a mesma coisa. No ciúme temos medo de um dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa, esta é a emoção do apelo, confusa, misturada, dependente e o que agrava é que na nossa cultura aprendemos como se o ciúmes sendo amor, e ele é justamente o oposto do amor, pois na relação amorosa existe identidade, eu sou independentemente de você, na relação ciumenta, por outro lado, perde-se a identidade: eu sem você não valho nada, você é tudo para mim.

O amor é solto, é livre, vem de querência íntima, está diretamente ligada ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina com essa emoção eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja. E eu sou assim para que ele seja aquilo que eu quero que ele seja.

No ciúme há um pacto de destruição mútua, cada qual, usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu acabo me destruindo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui, nós passamos a vida inteira com medo de tornarmos algo que nós já somos: TOTALMENTE DISPENSÁVEIS!

O homem por definição é dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa, e isso é bastante real. Em todas as relações que temos somos hoje, somos substituíveis! O mundo sempre existiu antes de nós, está existindo conosco e continuará existindo sem nós. Somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.

O medo de ser dispensáveis a alguém é o mesmo medo que temos da morte, que é real, pois o medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal de sermos eternos e imutáveis. O medo de perder nos dá a entender que as coisas só valem se forem eternas, se forem permanentes e duráveis. Uma relação só tem valor se tivermos garantia de que a vida sempre será assim como é. E, como tudo é transitório, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento.

As consequências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de que não me amem, de me tornar dispensável, ao invés de fazer cada vez mais para que cada vez mais eu seja melhor, acabo gastando toda a minha energia para provar ao outro que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro!

Ao invés de empenhar esforços para ser um cônjuge, um filho, um amigo, um pai ou uma mãe cada vez melhor, eu gasto toda a minha energia tentando provar a eles: que eu sou o melhor cônjuge do mundo, o que é uma mentira; o melhor filho do mundo, o que é uma mentira; o melhor pai ou mãe do mundo, o que é uma mentira; o melhor amigo do mundo, o que é uma mentira; e assim por diante...

O ciúme no conduz ao delírio da onipotência, os nossos atos, nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo isso é para mostras ao outro que já somos bons, capazes e perfeitos. Aqui está a diferença básica e fundamental entre o medo de perder e a vontade de ganhar.

O medo de perder é assim... Ganhamos, ninguém vai nos tomar o que já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos... E com isso nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder.

À vontade de ganhar por outro lado, é assim... Estaremos sempre ativos, descobrindo oportunidades do ganho, procuraremos ganhar cada vez mais em vez de nos preocupar com possíveis perdas.

O que temos de mais sagrado é a nossa própria vida esta nós já vamos perder, todas as outras perdas são secundárias.

O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo! As pessoas ciumentas estão sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando.

As pessoas, com vontade de ganhar estão sempre optando, arriscando, o medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. À vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivência da beleza do presente.

Em tudo, a cada momento existem riscos e existem oportunidades. No medo da perda a pessoa só vê os riscos, na vontade de ganhar a pessoa também vê os riscos, mas, sobretudo, vê as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de outra pessoa, e sim ganharmos de nós mesmos, ser cada vez mais, estar disposto a dar um passo a frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem, que ninguém chegou ao seu limite máximo, que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossas potencialidades, não existe pessoa madura, existe sim, pessoas em amadurecimento.

Todo nosso crescimento se dá por uma paralisação de nosso crescimento pessoal, e cada um de os sabe muito bem onde paralisou, onde nossa energia está bloqueada, onde não está tendo expansão de nossa própria energia.

Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem a presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até dos pensamentos da pessoa que dizemos amar!

O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e consequentemente um desamor ao outro, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador x dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação ao sentimento de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento no futuro, é a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Aliás, o que dói no ciúme, é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura está aí, passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos: segurança... Pois ela não existe! Ser seguro não acabar com a insegurança, mas aceitá-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor, por isso só é possível estar em estado de amor quando sabemos estar em um estado de risco!

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o A G O R A,

em função de um momento inexistente: o F U T U RO ! Parece que as pessoas só valem para nós amanhã, no futuro. Nós não curtimos o relacionamento hoje com nosso cônjuge, com os filhos, com os amigos sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando casar, trabalhar, etc... Até hoje, não conhecemos um pai que estivesse preocupado com o futuro do filho que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito ocupados em assegurar aos filhos um futuro brilhante!

O ciúme é a incapacidade de vivermos a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não! Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo, a cada dia o seu próprio cuidado, o medo daquilo que nos pode acontecer, tira nos a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira a vontade de viver, o medo de perder alguém tira a beleza de estar com ela agora, aliás quando se tem medo de perder alguém é porque pensamos que as pessoas são nossas, ninguém pode perder o que não tem.

Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, um isqueiro, uma bolsa, porém jamais podemos perder uma pessoa.

O sinônimo do medo de perder é a obsessão pelo primeiro lugar, colocamos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se for em casa, queremos ser o primeiro, se for no trabalho, também o primeiro, num assunto específico queremos ser o primeiro, em outro assunto qualquer sempre o primeiro. O 1o lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o 2o lugar é esperançoso, é enverdejante, pois quando alguém chega ao cume da montanha só lhe resta um caminho a seguir: COMEÇAR A DESCER!

No 2o lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer, a postura do 2o lugar nos leva ao crescimento contínuo, porque você se decreta em 2o lugar mesmo que esteja eventualmente o 1o lugar perante a sociedade.

O 2o lugar não em relação ao outro, mas em relação a nós próprios, ou seja, ainda teremos por onde crescer e melhorar. Você sabe por que o mar é tão grande? É porque ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo, sabendo receber tornou-se grande, se quisesse ser o 1o e se colocasse alguns centímetros de todos os rios da terra, não seria o mar, mas uma ilha, toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado...

Além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte, é impossível viver satisfatoriamente se não aceitamos a queda, a perda, a morte o erro, precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível saber ganhar sem saber perder, não é possível saber andar sem saber cair, não é possível viver sem saber morrer!

Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo de morrer, a vida será muito ruim; se temos medo de perder, o ganho nos enche de preocupação!

Esta é a figura do fracasso dentro do sucesso, pois quanto mais ganha, quanto mais melhora na vida, mais sofre. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro obtém mais preocupado fica. Para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida.

Agora, se você aprende a perder, a cair, a errar e a morrer, ninguém o controla mais, pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é perder, é errar, é morrer e isso você já sabe!

(Texto retirado da fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental)

"A carta da Terra"

A CARTA DA TERRA

 

COMO É A TERRA, NOSSO PLANETA?

A Terra, nosso lar, está viva com uma comunidade de vida única. As forças da natureza fazem da existência uma aventura exigente e incerta, mas a Terra providenciou as condições essenciais para a evolução da vida. A capacidade de recuperação da comunidade da vida e o bem-estar da humanidade dependem da preservação de uma biosfera saudável com seus sistemas ecológicos, uma rica variedade de plantas e animais, solos férteis, águas puras e ar limpo. O meio ambiente global com seus recursos finitos é uma preocupação comum de todas as pessoas. A proteção da vitalidade, diversidade e beleza da Terra é um dever sagrado.

COMO É A VIDA NA TERRA, QUEM MORA NELA?

Os padrões dominantes de produção e consumo estão causando devastação ambiental, redução dos recursos e uma massiva extinção de espécies. Comunidades estão sendo arruinadas. Os benefícios do desenvolvimento não estão sendo divididos equitativamente e o fosso entre ricos e pobres está aumentando. A injustiça, a pobreza, a ignorância e os conflitos violentos têm aumentado e é causa de grande sofrimento. O crescimento sem precedentes da população humana tem sobrecarregado os sistemas ecológico e social. As bases da segurança global estão ameaçadas. Essas tendências são perigosas, mas não inevitáveis.

QUAIS SÃO OS DESAFIOS PARA O FUTURO?

A escolha é nossa: formar uma aliança global para cuidar da Terra e uns dos outros, ou arriscar a nossa destruição e a da diversidade da vida. São necessárias mudanças fundamentais dos nossos valores, instituições e modos de vida. Devemos entender que quando as necessidades básicas forem atingidas, o desenvolvimento humano é primariamente ser mais, não, ter mais. Temos o conhecimento e a tecnologia para abastecer a todos e reduzir nossos impactos ao meio ambiente. O aparecimento de uma sociedade civil global está criando novas oportunidades para construir um mundo democrático e humano. Nossos desafios, ambientais, econômicos, políticos, sociais e espirituais estão interligados, e juntos podemos forjar soluções includentes.

COMO ERA ANTIGAMENTE O NOSSO PLANETA E COMO ELE ESTÁ HOJE?

ANTES: Não somente há vida sobre a Terra. Ela mesma é viva, um superorganismo que se autorregula para manter um equilíbrio favorável à existência e à persistência da vida. Foi denominada de Gaia, deusa grega, responsável pela fecundidade da Mãe Terra.

Para mostrar como a Terra é realmente viva, aduzamos um exemplo do conhecido biólogo Edward Wilson: “num só grama de solo, ou seja, em menos de um punhado de terra, vivem cerca de 10 bilhões de bactérias, pertencentes a seis mil espécies diferentes” (A criação, 2008, 26). Efetivamente, a Terra é Mãe e é Gaia, geradora de toda a biodiversidade.

 

 

DEPOIS: Entretanto, olhando a Terra não de fora e de longe, mas de perto e de dentro, nos  damos conta de que a nossa Mãe se encontra crucificada. Possui o rosto do terceiro e quarto mundo, porque vem sistematicamente agredida e violada.  Quase a metade de seus filhos e filhas padecem fome, estão doentes e são condenados a morrer antes do tempo.

 

LITOSFERA

A Litosfera é a camada sólida superficial do planeta Terra. Ela é composta pela crosta dos continentes, crosta dos oceanos e também pela parte superior do manto terrestre. É na superfície desta camada que vivemos e que estão localizados os oceanos, rios, florestas e montanhas.

 

Principais características

 - É uma camada rígida (sólida), resistente e fina (em comparação as outras camadas). Essa rigidez é devido ao fato de estar localizada distante do núcleo do planeta, onde as temperaturas são elevadíssimas.

- É composta por rochas (magmáticas, metamórficas e sedimentares) e minerais.

- Possui espessura de 50 a 200 km.

- A litosfera é fragmentada em várias placas tectônicas.

- Vários fenômenos geológicos ocorrem na litosfera como, por exemplo, atividades vulcânicas (erupções de vulcões) e terremotos (provocados pelo choque entre placas tectônicas).

- É a camada da Terra que sofre mais transformações em função, principalmente, da ação do homem e dos fenômenos da natureza (chuva, vento, calor solar, clima e etc.).

 


Exercícios

A Mulher da Meia Noite

 

A Mulher da Meia Noite, também Dama de Vermelho ou Dama de Branco, é um mito universal. Ocorre nas Américas e em toda Europa.

É uma aparição, na forma de uma bela mulher, normalmente vestida de vermelho, mas pode ser também de branco. Alguns dizem que é uma alma penada vagando sem rumo, pois, ainda não sabe que já morreu; outros afirmam que é o fantasma de uma jovem assassinada que desde então perambula sem rumo.

Na verdade, esse fantasma não aparece à meia-noite, e sim, desaparece nessa hora. Muito bela, parece uma jovem normal. Gosta de se aproximar de homens solitários nas mesas de bares noturnos. Senta com eles, e logo os convida para que a levem para casa.

Encantado com tamanha beleza, todos topam na hora. Entretidos, logo chegam ao destino. Parando ao lado de um muro alto, ela então diz ao acompanhante: "É aqui que eu moro...". É nesse momento que a pessoa se dá conta que está ao lado de um cemitério, e antes que diga alguma coisa, ela já desapareceu. Nessa hora, o sino da igreja anuncia que é meia noite.

Outras vezes, ela surge nas estradas desertas, pedindo carona. Então pede ao motorista que a acompanhe até sua casa. E, mais uma vez, a pessoa só percebe que está diante do cemitério quando ela, com sua voz suave, meiga e encantadora, se volta para o acompanhante e diz: "É aqui que eu moro... não quer entrar comigo e conversar um pouco?"

Tomado de repente por um alento gelado e tremendo da cabeça aos pés, a única coisa que a pessoa vê, é que ela, contrariando todas suas crenças, acabou de sumir diante dos seus olhos, e ao longe escuta o sino da igreja anunciar que é meia-noite em ponto.

 

Ler o texto

Reescrever em 10 linhas, usando criatividade.


Educar.

Educar não é adestrar

Muitos pais pedem este conselho: como educar em pleno século 21? A resposta é complexa.

Somos dominados pela cultura da performance. O conteúdo está em alta, especialmente o de imediata aplicação. O vestibular tornou-se um vórtex e o ingresso em centros de excelência virou meta familiar, pois todos ficam envolvidos emocionalmente no esforço dos jovens.

É fundamental que a criança e o adolescente dominem coisas como linguagem escrita/oral e habilidades matemáticas. Serão úteis por toda vida. Porém, há dois campos que fogem à aplicação imediata. O primeiro é a educação das artes plásticas. Alfabetizamos para a leitura de textos e raramente educamos para a leitura de imagens. Vivemos imersos num mundo visual e não nos adaptamos a isto. O desafio do olhar é intenso e o jovem quase nunca tem habilidade e repertório para julgar este mundo de fotos e desenhos que flui pela rede. Somos, quase todos, analfabetos visuais.

Levar uma criança/adolescente a um museu é algo muito importante. Deve-se preparar a experiência mostrando algumas obras que serão vistas. Devemos dar informações lúdicas e práticas. Deixe seu filho perceber a cor ou a espacialidade. Ele deve ser livre para se expressar e não devemos julgar o parecer de imediato. Importante: fique um tempo reduzido no museu, proporcional à idade. Aumente este intervalo a cada novo passo da maturidade. Podemos evocar o tema do que foi visto em conversas familiares. Indique sites que aprofundem a experiência. Isso tudo faz parte de uma educação visual e artística. O olhar fica mais sensível e amplo. Use todas as oportunidades. Indique como o selfie que ele tanto faz apresenta uma composição espacial. Introduza, aos poucos, a gramática de cada escola artística. Aprendizado implica esforço.

Educar não é adestrar, mas ampliar e estimular o repertório para que cada ser faça parte da aventura humana. A educação pela arte é poderosa e pode mudar, para sempre, a vida de alguém.

O outro ponto é a música. Todos os seres humanos deveriam ser expostos à linguagem musical desde cedo. Crianças amam o ritmo de tambores (para desespero de pais) e podem entrar logo no campo da melodia. Caixinhas de música seduzem bebês. Alfabetizar em música é algo muito bom. Em primeiro lugar, poucas coisas exigem áreas tão variadas do cérebro. Tocar requer habilidade motora das mãos, matemática do compasso, sensibilidade e abstração interpretativa. Descobrir esse universo é algo que ilumina as sinapses e estabelece a comunicação entre os dois lados do cérebro. Acreditem: a música torna as pessoas mais inteligentes! Rousseau, Nietzsche, Adorno e Barthes foram muito interessados em música. Parte de sua agudeza mental derivou disto.

Há outra vantagem na educação musical. Ao estudar piano, violão ou outro instrumento, despertamos um verdadeiro método. A criança começa com 15 minutos diários, depois meia hora e vai aumentando. É um sistema crescente de concentração. Surge uma arquitetura gradativa que estimula a paciência. Foco é um diferencial enorme nas relações profissionais e afetivas.

O livro O Grito de Guerra da Mãe Tigre (Amy Chua) narra a experiência de uma sino-americana com suas filhas Uma foi levada ao piano e outra ao violino. Dentro dos princípios defendidos pela mãe, as meninas foram estimuladas a um alto grau de excelência quase obsessivo. Proponho algo diferente, mas Amy Chua tem a vantagem de ter uma estratégia e de se envolver nela.

A música é para criar alma, não para tocar, obrigatoriamente, no Carnegie Hall ou na Sala São Paulo. Preciso estudar música para ser um bom ouvinte. O jovem deve ser incentivado até o ponto em que ele possa se divertir com a música. Todos ganham com esse aprendizado. Possibilitamos, com as artes, que o indivíduo viva sua sensibilidade, crie foco e amplie seu leque de interesses. Pense bem: se você não quiser enfatizar isso porque seu filho não será músico ou pintor, deveria evitar que ele aprenda a ler, porque ele também não será escritor. Interrompa a Educação Física: ele não competirá nas próximas Olimpíadas. Educação é para formar o ser humano completo, não para tornar cada atividade um projeto de carreira. A carreira virá de forma natural, ela é efeito de uma causa anterior, a personalidade.

Livros, tabela periódica, fórmulas físicas, redação, processos históricos: tudo isso pode ser parte de um projeto. Desejei reforçar a arte e a música como linguagens específicas para um diferencial humano. Meu ex-professor, Pe. Milton Valente SJ, afirmava: non scholae, sed vitae discimus (não é para a escola, mas para a vida que aprendemos). Poucas coisas têm tanta vida no mundo como a criatividade artística e musical. Ouse, crie e acredite: seu filho será outro se tiver acesso a estes dois mundos. Focar somente no que vira lucro é bom para o projeto de hamsters amestrados, não para pessoas integrais. Não temos a menor ideia de qual carreira será brilhante em 2046, mas todas necessitarão de criatividade e inteligência. Aproveito e agradeço a todos os meus mestres que apostaram que haveria vida após o vestibular.


Texto.

Meu grande exemplo

Quem disse que por de trás daquela barba que nos arranha o rosto não tem um coração moleque querendo brincar?

Quem disse que por detrás daquela voz grossa não tem um menino criativo querendo falar?

Quem foi que falou que aquelas mãos grandes não sabem fazer carinho se o filho chorar?

Quem foi que pensou, que aqueles pés enormes, não deslizam suaves na calada da noite, para o sono do filho velar?

Quem é que achou que no fundo do peito largo e viril não tem um coração de pudim, quando o filho amado, com um sorriso largo se põe a chamar?

Quem foi que determinou que aquele coroa, de cabelos brancos não sabe da vida para querer me ensinar?

Pai, você me escolheu filho, eu te fiz exemplo!


Reflexão.

EU VI.

NÃO ERA UM RIO, NEM LAGO, ERA UM SIMPLES TACHO COM ÁGUA.

MAS AFINAL O QUE É A ÁGUA?

A ÁGUA É A VIDA E A MORTE, LUZ E TREVAS, DURO E MOLE. A ÁGUA É O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO. É LÍQUIDO, SÓLIDO E GASOSO. É GENTIL COMO A CHUVA E DE UMA FORÇA TERRÍVEL. É PURO CONHECIMENTO; ELA GUARDA OS MAIS PROFUNDOS SEGREDOS.

OLHEI PARA O TACHO;

INSPIREI E EXPIREI, TENTANDO ME MOVER O MÍNIMO POSSÍVEL:

_ÁGUA, REVELE MINHAS VERDADES PARA MIM.

ESPEREI. ERAM VÁRIAS TENTATIVAS.

TER VISÕES PELA ÁGUA É SUPOSTAMENTE MAIS FÁCIL DO QUE USANDO OUTROS MÉTODOS, MAS AINDA ASSIM É UMA HABILIDADE. EU PRECISAVA APRENDÊ-LA.

ESPEREI, OBSERVANDO A SUPERFÍCIE PARADA DA ÁGUA.

ATÉ O MOMENTO O QUE EU TINHA VISTO ERA: ÁGUA.

UM TACHO MOLHADO. PERCEBI QUE MEU CÉREBRO NÃO ESTAVA VAZIO E OS PENSAMENTOS NÃO ESTAVAM CONTROLADOS.

E, É CLARO, HAVIA COISAS QUE EU NÃO QUERIA VER.

DE REPENTE, PISQUEI.

IMAGENS TREMELUZENTES ESTAVAM SE FORMANDO NO TACHO, COMO SE REFLETIDAS EM UM ESPELHO.

TEM UMA IMAGEM NA ÁGUA – SUSSURREI SEM MOVER MUITO OS LÁBIOS.

FIQUEI OBSERVANDO, AGORA CONCENTRADO NAQUELA IMAGEM.

A IMAGEM SE ENEVOOU E DESAPARECEU, DEPOIS MUDOU.

EU ME AFASTEI, A RESPIRAÇÃO ACELERADA...

NÃO, NÃO, MEU INCONSCIENTE GRITOU.

VOLTEI OFEGANDO, ENGOLINDO CONVULSIVAMENTE, E MEU PÉ ACIDENTALMENTE DERRUBOU O TACHO.

EU ESTAVA OFEGANTE, LUTANDO CONTRA A IMAGEM E ESFREGUEI OS OLHOS COM FORÇA COMO SE QUISESSE APAGAR O QUE EU TINHA VISTO.

EU ESTAVA DESIQUILIBRADO, INCAPAZ DE ANDAR EM LINHA RETA, ENJOADO E HORRORIZADO.

CONSEGUI CAMBALEAR...

EU ESTAVA SEM FÔLEGO, CHORANDO, O SOM DO MEU CORAÇÃO CHEGAVA AOS MEUS OUVIDOS COMO UM TAMBOR.

MINHAS PERNAS ENTÃO CEDERAM E CAÍ DE JOELHOS.

APERTEI OS OLHOS E TENTEI NÃO VER AS IMAGENS...

ELAS ESTAVAM GRAVADAS À FOGO NA MINHA MEMÓRIA.

EM CERTO MOMENTO, CAÍ DE LADO E ME ENCOLHI.

EU TINHA DESLIGADO MINHAS EMOÇÕES.


Reportagem.

REPORTAGEM:

A reportagem é um gênero de texto jornalístico que transmite uma informação por meio da televisão, rádio, revista.

O objetivo da reportagem é levar os fatos ao leitor ou telespectador de maneira abrangente. Isso implica em um fator essencial a um jornalista: falar bem e escrever bem.

Se televisionada, a reportagem deve ser transmitida por um repórter que possui dicção pausada e clara e linguagem direta, precisa e sem incoerências. Além de saber utilizar a entonação que dá vida às palavras, uma vez que representa na fala os sinais de pontuação!

Se impressa, a reportagem deve demonstrar capacidade intelectual, criatividade, sensibilidade quanto aos fatos e uma escrita coerente, que dinamiza a leitura e a torna fluente! Por essas questões, a subjetividade está mais presente nesse tipo de reportagem do que no outro, apontado acima!

Atualmente, com o desenvolvimento dos softwares, os repórteres têm mais recursos visuais e gráficos disponíveis, o que chama a atenção para a notícia.

Em meio aos fatos presenciados e que deverão ser transmitidos, cada repórter tem seu estilo próprio de conduzir ou de narrar os acontecimentos. Por isso, a reportagem pode ser a mesma, mas a maneira como é comunicada é diferente de um profissional para outro! Para o leitor ou telespectador é ótimo, pois ele poderá optar, por exemplo, por um jornal falado no qual se identifique com o tipo de linguagem!

Qual a diferença entre notícia e reportagem? A primeira informa fatos de maneira mais objetiva e aponta as razões e efeitos. A segunda vai mais a fundo, faz investigações, tece comentários, levanta questões, discute, argumenta.

A reportagem escrita é dividida em três partes: manchete, lead e corpo.

Manchete: compreende o título da reportagem que tem como objetivo resumir o que será dito. Além disso, deve despertar o interesse do leitor.

Lead: pequeno resumo que aparece depois do título, a fim de chamar mais ainda a atenção do leitor.

Corpo: desenvolvimento do assunto abordado com linguagem direcionada ao público-alvo!


Texto.

Philippe Perrenoud

 

Uma sala de aula hoje e há cem anos não é muito diferente. Apesar das novidades em equipamentos e dos avanços na gestão dos espaços escolares, uma ‘classe’ ainda é, na maioria das vezes, caracterizada pela homogeneização. Cadeiras iguais, devidamente organizadas, com alunos uniformizados e sentados, muitas vezes em ordem alfabética, como se aprendessem todos ao mesmo tempo e da mesma forma.

Nas últimas décadas, no entanto, pesquisadores da área da educação estão desmistificando este tipo de prática. Cada vez mais, termos como “diversidade” e “heterogeneidade” povoam os planejamentos escolares e os projetos político-pedagógicos das instituições de ensino. Ideias e conceitos como o da pedagogia diferenciada e as novas competências para ensinar, desenvolvidos pelo sociólogo suíço Philippe Perrenoud, tomam as salas de aula e os espaços de formação. A aprendizagem escolar acontece de diferentes formas para diferentes pessoas e não há como pensar na sala de aula contemporânea sem pensar naquilo que é diverso.

O espanhol César Coll e o americano Howard Gardner, por exemplo, defendem que é preciso olhar para os alunos de maneira especial. Pierre Lévy nos mostra a amplitude do conceito de cibercultura, e a brasileira Martha Gabriel coloca em jogo a ideia de cibridismo e a extensão do nosso cérebro para os meios digitais.

Apresentamos um pouco mais do pensamento de Perrenoud, professor da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Genebra. O sociólogo suíço é autor do livro Dez Novas Competências para Ensinar e discute o que deve ser transformado na formação dos educadores para que a sala de aula tradicional possa, enfim, mudar.

“Nós passamos anos formando professores com base no pressuposto de que o aluno aprende de determinada forma”, afirma Karina Pagnez, Professora Doutora em Psicologia da Educação da Universidade de São Paulo. “Mas a própria formação foi mostrando que o aluno seria um sujeito epistêmico. Perrenoud joga na nossa cabeça uma centelha ao dizer ‘gente, vamos parar para pensar nas possibilidades e desconstruir a ideia de professor detentor de saber’”, explica.

Para o suíço, o professor precisa dedicar mais energia e atenção aos alunos com mais dificuldades de aprendizagem. Assim se faz uma pedagogia diferenciada, que ajuda a desenvolver métodos para que a aprendizagem aconteça para todos os alunos. “Cinquenta alunos de uma mesma turma não aprendem da mesma forma. Isso depende de condições sociais, biológicas e psicológicas. Eu não diria que é possível você detectar todas as diferenças, mas a partir da formação e do estudo é possível entender novas formas e utilizar diferentes recursos para ensinar”, defende Karina.

Para que essa transformação realmente aconteça e as habilidades dos alunos comecem a ser enxergadas separadamente, Perrenoud indica que o educador deve ser detentor de uma série de competências trabalhadas desde o início da sua formação. “Nós precisamos de uma formação de professores que discuta o processo de ensino e aprendizagem profundamente, uma formação de um indivíduo que seja capaz de pensar, construir e desconstruir práticas a partir da teoria que aprendeu”, indica Karina, da USP.

Confira as 10 novas competências para ensinar

  • Organizar e dirigir situações de aprendizagem – Planejar projetos didáticos, envolver os alunos nessas atividades e saber lidar com erros e obstáculos.
  • Administrar a progressão das aprendizagens – Conhecer o nível e as possibilidades de desenvolvimento dos alunos, além de acompanhar sua evolução e estabelecer objetivos claros de aprendizagem.
  • Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação – Trabalhar com a heterogeneidade, oferecer acompanhamento adequado a alunos com grande dificuldade de aprendizagem e desenvolver o trabalho em equipe.
  • Envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho – Instigar o desejo da aprendizagem nos alunos integrá-los nas decisões sobre as aulas e oferecer a eles atividades opcionais.
  • Trabalhar em equipe – Elaborar projetos em equipe com a turma e com outros professores, trocar experiências e colaborar com outras atividades promovidas pela escola.
  • Participar da administração da escola – Elaborar e disseminar projetos ligados à instituição, além de incentivar os alunos a também participarem dessas atividades.
  • Informar e envolver os pais – Conversar, promover reuniões frequentes e envolver as famílias na construção do saber.
  • Utilizar as novas tecnologias – Conhecer as potencialidades didáticas de diferentes recursos tecnológicos.
  • Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão – Lutar contra preconceitos e discriminações, prevenir a violência e desenvolver o senso de responsabilidade.
  • Administrar sua própria formação continuada – Estabelecer um programa pessoal de formação continuada e participar de grupos de debate com colegas de profissão.



O coletivo pela aprendizagem

Para Philippe Perrenoud, o processo de absorção das novas competências para colocá-las em prática no dia-a-dia escolar envolve não apenas a formação acadêmica do professor, como também uma aproximação com o meio, que vai além dos muros da escola. Os pais e a comunidade escolar devem estar inseridos no processo de ensino e aprendizagem, tanto como um apoio para o aluno, quanto como indivíduos ativos no ensino.

Mas mais importante do que envolver a comunidade, o educador deve, antes de tudo, colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem. “Perrenoud diz que se o professor não integrar o aluno e mostrar claramente como aquilo é importante para ele, é impossível que se consiga ensinar”, acentua Karina. Nesta nova visão educacional, o aluno passa a estar entre o professor e o conhecimento, sendo fundamental para que o processo funcione e seja aprimorado com o passar do tempo.

E não é apenas a interação entre o aluno e o professor que começa a mudar neste cenário, mas principalmente a interação entre os próprios estudantes. A professora Karina afirma que o trabalho em grupo é algo a ser trabalho dentro das escolas, com os alunos ensinando uns aos outros. Além disso, também é primordial que os professores conversem mais entre si, trocando ideias e experiências, para que os projetos escolares enriqueçam. “Por que não ajudar o outro? Você sai da perspectiva de competição e passa para a da colaboração, começa a desenvolver habilidades de relacionamento”, explica à educadora.

Novas ferramentas para uma nova sala de aula

O uso das novas tecnologias potencializa a ideia de pedagogia diferenciada, já que recursos como os ambientes virtuais de aprendizagem (AVA) e as plataformas de ensino adaptativo, por exemplo, configuram-se como meios indiscutíveis para atender aos alunos de maneira adequada.

“A tecnologia nos mostra um ambiente diferenciado, extremamente atrativo e que possibilita desconstruir o espaço de sala de aula física e criar um ambiente virtual”, explica Karina Pagnez. Para a educadora, contudo, é preciso cuidado na hora de utilizar essas ferramentas: “O professor precisa de boa formação para entender que a tecnologia não é fim, é meio”, defende.

As competências de ensino indicadas por Perrenoud apresentam o perfil do bom professor do século 21. O suíço propõe uma discussão que vai além do debate sobre utilizar ou não às tecnologias, mas aprofunda-se ao propor uma transformação geral da sala de aula, voltada principalmente às relações estabelecidas na comunidade escolar. A ideia de que a aprendizagem depende de um conhecimento detalhado sobre cada aluno está cada vez mais em evidência. Entretanto, esta grande mudança está diretamente relacionada à melhoria na formação dos professores, que também deve começar a ser vista sob uma nova perspectiva para que a escola seja, de fato, rica por sua heterogeneidade.


Informação.

Quando o assunto é: Informação

 

O conceito, a noção que temos de informação é bem vago e intuitivo. Quando fazemos uma pergunta, estamos pedindo informação. Quando assistimos televisão ou um filme, estamos absorvendo informação. Ao ler um jornal, uma revista em quadrinhos, ou ao ouvir uma música, sabemos que estamos lidando com algum tipo de informação. Até quando contamos uma piada estamos transmitindo informação. Usamos, absorvemos, assimilamos, manipulamos, transformamos, produzimos e transmitimos informação durante o tempo todo, durante todo o tempo. Entretanto, não temos uma definição precisa do que é informação. Não temos uma definição que diga o que é e o que não é informação. Sabemos intuitivamente o que é informação, mas não conseguimos descrever, em palavras, o que é informação.

Os dicionários definem informação como o ato de informar. Sob essa visão, a informação é vista como "algo" advindo de uma ação, advindo do verbo informar. Entretanto, não é feita uma descrição desse algo que advém do ato de informar; não se faz um descrição das características desse objeto, desse algo, sobre o qual a ação de informar age.

Todas as definições de informação acabam criando referências circulares; isto é, a definição de informação é baseada em conceitos que por sua vez são baseados no conceito de informação. Isso é como definir "frio" como o sinônimo de "gelado" e definir "gelado" como o sinônimo de "frio”.

Reflexão:

Então, o que é a informação? Como se dá a troca de informação escola, professor, aluno e comunidade?

Poderíamos resolver esse problema dizendo que a informação é um conceito primitivo, assim como o conceito de "conjunto" também o é; e é isso o que vem sendo feito até o presente. Entretanto, a realidade que está delineando-se tem exigido uma definição precisa do que é a informação, já que estamos entrando na era da sociedade da informação. A importância da informação em nossas vidas e a forma como a estamos encarando estão sendo modificadas, e não temos muitos estudos sobre a informação em si mesma, continuamos com um conceito vago do que é a informação.


 


Seja bem-vindo. Hoje é