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Enem/Vestibular

 

Aprenda como iniciar uma redação independente do tema

A famigerada dúvida: “como iniciar uma redação independente do tema?” acomete várias cabecinhas pensantes e desejosas de prestar o vestibular.

É isso mesmo, não precisa achar que esse é um medo só seu não, vários são os estudantes que relatam que o mais difícil de toda a produção de um texto é iniciá-lo. 

Quando nos deparamos com um tema novo, nossa mente começa a borbulhar e queremos muito iniciar uma redação que impressione o corretor. E imaginamos que devemos estar muitíssimos inspirados para isso, né? Puro mito!

A inspiração é um fator pouco determinante se você conhece alternativas mais práticas e técnicas sobre como iniciar uma redação independente do tema. 

Você pode até achar que não, mas grandes escritores possuem estratégias, que foram moldadas com anos de prática, para iniciar seus textos. 

Ah ficou impressionado com essa informação? 

Pois é, e é por isso que neste post vamos te mostrar algumas dicas bem legais para que você consiga iniciar uma redação independente do tema. Vamos lá?

3 dicas de como iniciar uma redação independente do tema

Para te ajudar a iniciar uma redação sem muitas complicações, selecionamos 3 dicas valiosas que vão te ajudar a começar um texto escrito. Confere só:

1. Tenha algumas frases na manga para iniciar uma redação 

Ter algumas frases na manga é uma ótima alternativa de como iniciar uma redação independente do tema. 

Em alguns casos, os alunos já sabem quais argumentos utilizar, mas se deparam com uma dificuldade de inspiração e acabam não conseguindo escrever a primeira frase de sua redação.

Essa dificuldade pode fazer com que os alunos deixem a redação por último, o que não é boa escolha, já que após fazer o restante da prova, ele estará cansado e talvez seja mais difícil produzir um texto escrito. 

Portanto, é bom ter algumas frasezinhas memorizadas e não deixar o processo de iniciar uma redação apenas a cargo da inspiração, né?

 Então, confira algumas frases para memorizar e iniciar uma redação:

  • “Atualmente, … é um desafio que atinge a sociedade brasileira…”
  • “O advento … trouxe benefícios e desafios à sociedade…”
  • “Sob a perspectiva histórica…”
  • “Comenta-se com frequência a respeito …”
  • “Levando em conta o artigo X da Constituição Federal de 1988…”
  • “Ao examinar os dados da… verifica-se que…”
  • “Ao analisar os fatos …”
  • “A história é cíclica e ao se olhar o passado, percebe-se … volta a acontecer de tempos em tempos…” 
  • “Dentro os inúmeros motivos que levaram…”

·         2. Memorize algumas citações que sejam comuns a muitos temas de um mesmo eixo temático

·         A maioria das redações dos vestibulares serão de gênero dissertativo-argumentativo

·         Este gênero textual é muito rico e permite ao corretor avaliar aspectos, como a seleção e aplicação de argumentos válidos. Além disso, é possível verificar a coerência e coesão textual, já que você deverá ligar as ideias por intermédio de conectivos (preposições e conjunções para redação).

·         Para se ter uma ideia do quanto este é um tipo textual importante, é ele o cobrado na redação Enem, por exemplo. E eu nem preciso dizer que o Exame Nacional do Ensino Médio é o maior vestibular de todo o Brasil, né?

·         É bastante comum que este gênero textual venha associado a temas e eixos temáticos atuais e sociais. 

·         Por isso, a nossa segunda dica de como iniciar uma redação independente do tema é: memorize algumas citações que sejam comuns a muitos temas de um mesmo eixo temático.

·         Confira a seguir algumas citações coringa para iniciar redações, de acordo com diferentes eixos temáticos.

Eixo temático da saúde: 

  • “Segundo a Constituição Federal de 1988, no seu artigo 196, é dever do Estado garantir o acesso à saúde, bem como é responsável pelas medidas públicas para zelar pelo bem-estar físico de todos os cidadãos brasileiros.
  • Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.

Eixo temático relacionado a igualdade de gêneros:

  • De acordo com o inciso I do artigo 5º da Constituição Federal, homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta Constituição.
  • “Temos de nos tornar a mudança que queremos ver.” Mahatma Gandhi.
  • “A pessoa mais qualificada para liderar não é a pessoa fisicamente mais forte. É a mais inteligente, a mais culta, a mais criativa, a mais inovadora. E não existem hormônios para esses atributos.” Chimamanda Ngozi Adichie.

Eixo temático da educação:

  • “Frágeis usam a violência, e os fortes, as ideias.” Augusto Cury
  • “Um livro, uma caneta, uma criança e um professor podem mudar o mundo.” Malala Yousafzai.
  • “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda.” Paulo Freire.
  • “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes.” Paulo Freire.
  • De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal de 1988: ” A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

Eixo temático do meio ambiente:

  • “Inteligência é a habilidade das espécies para viver em harmonia com o meio ambiente.” Paul Atson.
  • De acordo com o Art. 225 da Constituição Federal, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Anotou tudinho? Então, confere só a próxima dica!

3. Faça uma alusão histórica a respeito do tema

Ainda pensando que você irá se deparar com textos dissertativo-argumentativos, selecionamos como terceira dica de como iniciar uma redação independente do tema a ideia de fazer uma ilusão histórica a respeito do tema.

Quando você pensa em alusões históricas para introduzir o tema, iniciar uma redação fica bem mais fácil. Afinal, você poderá iniciar sua redação com alguns termos como:

  • Antigamente;
  • Há alguns atrás;
  • Na década de…;
  • O tema… não é recente, ele já está presente na sociedade brasileira desde …;
  • Atualmente …, porém no passado isso era diferente…”.

As alusões históricas são ótimas alternativas para se iniciar redações independente do tema, portanto, use abuse desse recurso!

 

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ATENÇÃO: ABAIXO QUESTÕES DE CONHECIMENTOS GERAIS. COM RESPOSTAS


Os bancos múltiplos, nos termos da Resolução CMN n° 3.849, devem instituir ouvidoria

a) na própria organização
b) em órgão externo
c) em vínculo com a auditoria
d) na área de propaganda
e) no setor de novos projetos

Alternativa a: na própria organização.

 A sociedade empresária W & Z Ltda. pretende expandir a sua atuação e, para tal fito, necessita de numerário, uma vez que seu capital disponível não lhe permite corporificar seu crescimento.

Nessa linha, inventaria os seus bens desembaraçados disponíveis e apresenta proposta de empréstimo bancário com as garantias que enumera no documento que entrega ao gerente do Banco onde tem suas operações financeiras.

O gerente sugere que a garantia seja concretizada por penhor mercantil e apresenta os contratos necessários, previamente aprovados pelo setor jurídico, e indica que o numerário será disponibilizado em até vinte e quatro horas após a formalização do negócio.

Nos termos do Código Civil, prometendo pagar em dinheiro a dívida que garante com penhor mercantil, o devedor poderá emitir, em favor do credor,

a) cheque especial
b) letra de câmbio própria
c) debênture comercial
d) carta de crédito pignoratícia
e) cédula do respectivo crédito

Alternativa e: cédula do respectivo crédito.

O combate à lavagem de dinheiro tem se disseminado no mundo, tendo o rápido desenvolvimento de sofisticadas organizações criminosas que utilizam o sistema financeiro para legitimar as suas atuações originariamente ilícitas.

De acordo com a Lei Federal n° 9.613/1998, o crime de lavagem, atualmente, caracteriza-se, entre outras ações, por ocultar valores decorrentes de atos consubstanciados como

a) infrações administrativas
b) infrações penais
c) multas mobiliárias
d) sanções do Banco Central
e) ilícitos civis

Alternativa b: infrações penais.

Em 2006, o IBGE completou 70 anos de sua fundação. Esse instituto foi criado no contexto histórico da(o):

a) Ditadura Militar, de Costa e Silva
b) Transição Democrática, de José Sarney
c) Estado Novo, de Getúlio Vargas
d) Plano de Metas, de Juscelino Kubitschek
e) Milagre Brasileiro, de Ernesto Geisel

Alternativa c: Estado Novo, de Getúlio Vargas

Uma nova medição realizada em 2004 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística IBGE foi responsável pela mudança do ponto considerado o mais alto do país que de pouco mais de 3 mil metros de altitude passou a ter pouco mais de 2900 metros.

Localizado na região Norte brasileira, recebe a denominação de:

a) Pico da Neblina
b) Pico Cristal
c) Pico da Bandeira
d) Pico 31 de Março
e) Pico das Agulhas Negras

Alternativa a: Pico da Neblina.

O Brasil é uma república federativa formada pela União, pelos estados e pelos municípios. A Câmara dos Deputados e as Câmaras de Vereadores correspondem, respectivamente, aos níveis federativos:

Alternativa e: federal e municipal.

Os rios Araguaia e Tocantins se destacam na hidrografia brasileira. Acerca desses rios, afirma-se que:

I. a bacia formada por eles interliga-se ao ecossistema amazônico;
II. no Tocantins está localizada Tucuruí, a maior hidrelétrica totalmente brasileira;
III. o sentido do fluxo de suas águas é norte-sul.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

a) I, apenas
b) I e II, apenas
c) I e III, apenas
d) II e III, apenas
e) I, II e III

Alternativa d: II e III, apenas.

O Brasil nunca deixou de ter pobres, eles mudaram de lugar. Até a primeira metade do século XX, a população de menor renda do país estava localizada, em sua maioria, no campo. Na atualidade, a grande concentração de população de baixa renda encontra-se:

a) nas áreas centrais das cidades
b) na Região Amazônica
c) nos municípios da periferia das Zonas Metropolitanas
d) nos estados da Região Centro-Oeste
e) nos pequenos municípios do Sudeste e do Sul

Alternativa c: nos municípios da periferia das Zonas Metropolitanas.

Espaço livre destinado pela municipalidade à circulação, parada ou estacionamento de veículos, ou à circulação de pedestres, é

a) passagem
b) rua
c) caminho
d) avenida
e) logradouro público

Alternativa e: logradouro público.

O termo pop-up, quando associado à navegação na Internet, é utilizado para designar

a) janela aberta de forma automática no navegador Internet ao se carregar um site.
b) um site que tem seu conteúdo editado de forma colaborativa por visitantes.
c) uma lista cronológica de todos os sites visitados no navegador Internet.
d) um site que concentra as notícias publicadas em outros sites na Internet.
e) o conjunto de sites visitados com maior frequência em um navegador Internet.

Alternativa a: janela aberta de forma automática no navegador Internet ao se carregar um site.

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece ordem de prevalência na sinalização. Assinale a alternativa que expressa essa hierarquia.

a) Sinais, normas, ordens do agente e semáforo.
b) Normas, sinais, semáforo e ordens do agente.
c) Normas, semáforo, sinais e ordens do agente.
d) Ordens do agente, sinais, semáforo e normas.
e) Ordens do agente, semáforo, sinais e normas.

Alternativa e: Ordens do agente, semáforo, sinais e normas.


Os brinquedos serão organizados em grupos com a mesma quantidade, de modo que cada grupo seja formado pelo mesmo tipo de miniatura.

Desejando-se que cada grupo tenha o maior número possível de miniaturas, então o número de brinquedos em cada grupo e a quantidade de grupos formados com motos são, respectivamente,

a) 6 e 67
b) 8 e 41
c) 6 e 53
d) 8 e 32
e) 6 e 41

Alternativa d: 8 e 32.

Quanto à espécie, um ônibus é um veículo

a) de carga
b) de passageiro
c) especial
d) de tração
e) misto

Alternativa b: de passageiro.

Transitar com o veículo derramando ou lançando sobre a via combustível ou lubrificante que esteja utilizando é

a) infração leve, cuja penalidade é multa, e a medida administrativa consiste na retenção do veículo.
b) infração grave, apenada com multa.
c) infração grave, cuja penalidade é multa, e a medida administrativa consiste na retenção do veículo.
d) infração gravíssima, cuja penalidade é multa, e a medida administrativa consiste na retenção do veículo.
e) infração média, cuja penalidade é multa, e a medida administrativa consiste na retenção do veículo.

Alternativa d: infração gravíssima, cuja penalidade é multa, e a medida administrativa consiste na retenção do veículo.

Paulo está interessado em obter informações de interesse geral sobre a organização e serviços do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo, e, para tanto, protocola um requerimento junto ao setor responsável do referido órgão.

No entanto, o agente público afirma que Paulo não poderá ter acesso à informação requerida, sem expor os motivos determinados de tal negativa. Qual atitude poderá tomar Paulo?

a) Recorrer da decisão, encaminhando requerimento para o funcionário que o atendeu, no prazo de 03 (três) dias, expondo os motivos determinantes do pedido.
b) Encaminhar um novo pedido de solicitação de acesso à mesma informação anteriormente solicitada, dirigido à Controladoria-Geral da União, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas.
c) Não recorrer da decisão, uma vez que a informação requerida está contida em documento cuja manipulação poderá prejudicar sua integridade.
d) Conformar-se com a decisão, uma vez que o pedido foi negado com base na alegação de que deixaram de constar os motivos determinantes.
e) Recorrer da decisão, encaminhando requerimento dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, no prazo de 10 (dez) dias a contar da ciência da negativa do acesso à informação.

Alternativa e: Recorrer da decisão, encaminhando requerimento dirigido à autoridade hierarquicamente superior à que exarou a decisão impugnada, no prazo de 10 (dez) dias a contar da ciência da negativa do acesso à informação.

A Caixa Econômica Federal é

a) autarquia federal vinculada ao Ministério da Fazenda
b) autarquia federal vinculada ao Banco Central do Brasil
c) instituição financeira vinculada ao Banco Central do Brasil
d) empresa pública vinculada ao Banco Central do Brasil
e) empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda

Alternativa e: empresa pública vinculada ao Ministério da Fazenda.

a) seus colaboradores podem, em nome da Caixa, solicitar contribuições de bens materiais ou valores a parceiros comerciais.
b) é aceitável que se privilegiem fornecedores e prestadores de serviços, em benefício dos negócios.
c) é garantida proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar suas violações.
d) como empresa pública e de capital fechado, a Caixa não tem compromisso com a prestação de contas das suas atividades.
e) seus dirigentes não estão comprometidos com uniformidade de procedimentos no exercício de suas atribuições profissionais do cargo.

Alternativa c: é garantida proteção contra qualquer forma de represália ou discriminação profissional a quem denunciar suas violações.

A partir de que ano ocorreu a centralização das contas do FGTS pela Caixa Econômica Federal?

a) 1861 (D. Pedro II)
b) 1889 (Marechal Deodoro da Fonseca)
c) 1931 (Getúlio Vargas)
d)1986 (José Sarney)
e) 1990 (Fernando Collor)

Alternativa e: 1990 (Fernando Collor).

A Caixa Econômica Federal é a instituição financeira responsável pela operacionalização das políticas do Governo Federal, principalmente, para habitação, saneamento básico e apoio ao trabalhador. As principais atividades da Caixa Econômica Federal estão relacionadas a

a) elaboração de políticas econômicas que irão auxiliar o Governo Federal na composição do orçamento público e na aplicação dos recursos em atividades sociais, como esporte e cultura.
b) elaboração de políticas para o mercado financeiro, viabilizando a captação de recursos financeiros, administração de loterias, fundos, programas e aplicação dos recursos e obras sociais.
c) captação de recursos financeiros para as transferências internacionais auxiliando os trabalhadores brasileiros residentes no exterior.
d) administração de loterias, fundos (FGTS), programas (PIS) e captação de recursos em cadernetas de poupança, em depósitos à vista e a prazo e sua aplicação em empréstimos vinculados substancialmente à habitação.
e) estruturação do Sistema Financeiro Nacional, auxiliando o Banco Central na elaboração de normas e diretrizes para administração de fundos e programas como FGTS e PIS.

Alternativa d: administração de loterias, fundos (FGTS), programas (PIS) e captação de recursos em cadernetas de poupança, em depósitos à vista e a prazo e sua aplicação em empréstimos vinculados substancialmente à habitação.

 A Caixa Econômica Federal, por meio do seu Código de Ética, deseja que seus empregados e dirigentes adotem valores que levem a

a) atitudes de preconceitos relacionadas à origem, raça, gênero, religião, credo e classe social.
b) práticas que fragilizem a sua imagem e comprometam o seu corpo funcional.
c) orientações e informações aos clientes para que tomem decisões favoráveis aos negócios da Caixa.
d) oferta de oportunidades de ascensão profissional aos empregados, com critérios claros.
e) participação frequente em atividades destinadas à divulgação das iniciativas governamentais.

Alternativa d: oferta de oportunidades de ascensão profissional aos empregados, com critérios claros.

Enem/Vestibular

Em uma determinada agência bancária, para um cliente que chega entre 15 h e 16 h, a probabilidade de que o tempo de espera na fila para ser atendido seja menor ou igual a 15 min é de 80%.

Considerando que quatro clientes tenham chegado na agência entre 15 h e 16 h, qual a probabilidade de que exatamente três desses clientes esperem mais de 15 min na fila?

a) 0,64%
b) 2,56%
c) 30,72%
d) 6,67%
e) 10,24%




Alternativa a: 0,64%.


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Amanda e Belinha são amigas e possuem assinaturas de TV a cabo de empresas diferentes.

A empresa de TV a cabo de Amanda dá descontos de 25% na compra dos ingressos de cinema de um shopping. A empresa de TV a cabo de Belinha dá desconto de 30% na compra de ingressos do mesmo cinema. O preço do ingresso de cinema, sem desconto, é de R$ 20,00.

Em um passeio em família, Amanda compra 4 ingressos, e Belinha compra 5 ingressos de cinema no shopping, ambas utilizando-se dos descontos oferecidos por suas respectivas empresas de TV a cabo.

Quantos reais Belinha gasta a mais que Amanda na compra dos ingressos?

a) 10
b) 15
c) 20
d) 25
e) 30




Alternativa a: 10.

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é um órgão que regula e fiscaliza o mercado de capitais no Brasil, sendo

a) subordinada ao Banco Central do Brasil
b) subordinada ao Banco do Brasil
c) subordinada à Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA)
d) independente do poder público
e) vinculada ao poder executivo (Ministério da Fazenda)





Alternativa e: vinculada ao poder executivo (Ministério da Fazenda).

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Aldo, Baldo e Caldo resolvem fazer um bolão para um concurso da Mega-Sena. Aldo contribui com 12 bilhetes, Baldo, com 15 bilhetes e Caldo, com 9 bilhetes.

Eles combinaram que, se um dos bilhetes do bolão fosse sorteado, o prêmio seria dividido entre os três proporcionalmente à quantidade de bilhetes com que cada um contribuiu.

Caldo também fez uma aposta fora do bolão e, na data do sorteio, houve 2 bilhetes ganhadores, sendo um deles o da aposta individual de Caldo, e o outro, um dos bilhetes do bolão.

Qual a razão entre a quantia total que Caldo recebeu e a quantia que Baldo recebeu?

a) 0,8
b) 1,5
c) 2
d) 2,5
e) 3




Alternativa e: 3.

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Cão! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa.

O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?"

O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi.

Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?"

Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.


1) Por que o amigo visitante não se manifestou ao perceber que o cão tinha partido algo na cozinha?

Porque não se sentia à vontade para comentar o estrago feito pelo cão, que julgava ser do dono da casa.

2) Por que os amigos estavam tensos?

Em decorrência dos estragos que o cão estava fazendo.

3) O que significa “sorriso amarelo” e por que o dono sorriu dessa forma?

Significa um sorriso sem vontade ou falso. O dono sorriu assim porque não queria brigar com o amigo por causa do cão, mas estava perdendo a paciência com a situação.

4) Quem é o dono do cão?

Não sabemos.

5) O que torna a crônica engraçada?

O fato de os amigos não falarem sobre o comportamento do cão porque cada um achava que o cão pertencia ao outro amigo e não queriam se desentender por conta disso.

Enem/Vestibular.

A morte da tartaruga

O menininho foi ao quintal e voltou chorando: a tartaruga tinha morrido. A mãe foi ao quintal com ele, mexeu na tartaruga com um pau (tinha nojo daquele bicho) e constatou que a tartaruga tinha morrido mesmo. Diante da confirmação da mãe, o garoto pôs-se a chorar ainda com mais força. A mãe a princípio ficou penalizada, mas logo começou a ficar aborrecida com o choro do menino. “Cuidado, senão você acorda seu pai”. Mas o menino não se conformava. Pegou a tartaruga no colo e pôs-se a acariciar-lhe o casco duro. A mãe disse que comprava outra, mas ele respondeu que não queria, queria aquela, viva! A mãe lhe prometeu um carrinho, um velocípede, lhe prometeu uma surra, mas o pobre menino parecia estar mesmo profundamente abalado com a morte do seu animalzinho de estimação.

Afinal, com tanto choro, o pai acordou lá dentro, e veio, estremunhado , ver de que se tratava. O menino mostrou-lhe a tartaruga morta. A mãe disse: – “Está aí assim há meia hora, chorando que nem maluco. Não sei mais o que faço. Já lhe prometi tudo mas ele continua berrando desse jeito”. O pai examinou a situação e propôs:

– “Olha, Henriquinho. Se a tartaruga está morta não adianta mesmo você chorar. Deixa ela aí e vem cá com o pai”. O garoto depôs cuidadosamente a tartaruga junto do tanque e seguiu o pai, pela mão. O pai sentou-se na poltrona, botou o garoto no colo e disse: – “Eu sei que você sente muito a morte da tartaruguinha. Eu também gostava muito dela. Mas nós vamos fazer pra ela um grande funeral”. (Empregou de propósito a palavra difícil). O menininho parou imediatamente de chorar. “Que é funeral?” O pai lhe explicou que era um enterro. “Olha, nós vamos à rua, compramos uma caixa bem bonita, bastante balas, bombons, doces e voltamos para casa. Depois botamos a tartaruga na caixa em cima da mesa da cozinha e rodeamos de velinhas de aniversário. Aí convidamos os meninos da vizinhança, acendemos velinhas, cantamos o Happy-Birth-Day-To-You pra tartaruguinha morta e você assopra as velas.

Depois pegamos a caixa, abrimos um buraco no fundo do quintal, enterramos a tartaruguinha e botamos uma pedra em cima com o nome dela e o dia que ela morreu. Isso é que é um funeral! Vamos fazer isso? O garotinho estava com outra cara. “Vamos, papai, vamos! A tartaruguinha vai ficar contente lá no céu, não vai? Olha, eu vou apanhar ela”. Saiu correndo. Enquanto o pai se vestia, ouviu um grito no quintal. “Papai, papai, vem cá, ela está viva!” O pai correu pro quintal e constatou que era verdade. A tartaruga estava andando de novo, normalmente. “Que bom, hein?” – disse – “Ela está viva! Não vamos ter que fazer o funeral!” “Vamos sim, papai” – disse o menino ansioso, pegando uma pedra bem grande – “Eu mato ela”.

Moral: O importante não é a morte, é o que ela nos tira.

1) Quais foram os artifícios utilizados pela mãe e pelo pai para que o menino parasse de chorar?

A mãe ofereceu coisas que ele conhecia, tais como uma tartaruga nova, um carrinho, entre outros.

O pai sugeriu que fizessem algo que o menino não sabia o que era, um funeral.

2) A mãe ofereceu uma surra ao menino, mas antes tinha oferecido um carrinho ou um velocípede. Por que?

Primeiro a mãe sentiu pena e quis acalmar o filho, mas o seu choro contínuo e as tentativas falhadas fizeram ela perder a paciência.

Assim, acreditando que somente com a ameaça de uma surra o menino se calasse, recorreu a ela.

3) Que palavra difícil o pai do menino usou na conversa com ele?

Funeral

4) O que fez o menino parar de chorar?

A novidade da realização de um grande funeral para a tartaruga.

5) Por que o menino quis matar a tartaruga?

Porque se a tartaruga estivesse viva o funeral não seria realizado.







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esta vida é uma viagem
pena eu estar
só de passagem

No poema de apenas três versos, o poeta lamenta-se

a) da fugacidade da vida.
b) demonstra preferir a vida espiritual à terrena.
c) revolta-se contra o seu destino.
d) sugere que a vida não tem sentido.
e) abomina a agitação da vida.







Alternativa correta: a) da fugacidade da vida.

A partir da leitura do poema, podemos compreender que o autor aborda sobre a efemeridade da vida, ou seja, sua qualidade de ser fugaz e que acaba com rapidez para todos, tal qual uma viagem.

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A vida dá voltas

Sou um tipo meio fatalista. Acho que a vida dá voltas. Um amigo meu, Luís, casou-se com Cláudia, uma mulher egoísta. Ele era filho único, de mãe separada e sem pensão. Durante algum tempo, a mãe de Luís foi sustentada pelo próprio tio, um solteirão. Quando este faleceu, começaram as brigas domésticas: Cláudia não admitia que Luís desse dinheiro à mãe. Ele era um rapaz de classe média. Por algum tempo, arrumou trabalhos extras para ajudar a idosa.

Convencido pela esposa, ele mudou-se para longe. Visitava a mãe uma vez por ano. Para se livrar da questão financeira, Luís convenceu a mãe a vender o apartamento. Durante alguns anos, ela viveu desse dinheiro. Muitas vezes, lamentava a falta do filho, mas o que fazer? Luís, sempre tão ocupado, viajando pelo mundo todo, não tinha tempo disponível. Na casa da mãe, faltou até o essencial. E ela faleceu sozinha.

O tempo passou. Hoje, Luís, antes um profissional disputado, está desempregado. Foi obrigado a se instalar com a família na casa dos sogros, onde é atormentado diariamente. A filha de Luís e Cláudia cresceu e saiu de casa. Quer seguir seu próprio rumo!

Luís não tem renda, nem bens. Está quase se divorciando. Ficou fora do mercado de trabalho. O que vai acontecer? A filha cuidará dele? Tenho dúvidas, porque ele não a ensinou com seu próprio exemplo.

A vida é um eterno ciclo afetivo. Em uma época todos nós somos filhos. Em outra, tornamo-nos pais: é a nossa vez de cuidar de quem cuidou de nós.

Considerando o último parágrafo do texto, pode-se afirmar que a relação entre pais e filhos deve ser baseada

a) no medo.
b) na persistência.
c) na expectativa.
d) na esperança.
e) na troca.







Alternativa correta: e) na troca.

Considerando o último parágrafo do texto, o autor deixa claro que a vida é um ciclo, onde um dia nossos pais são os cuidadores e, no outro, somos nós que assumimos esse papel. Assim, temos expressa a ideia de retribuição, de troca.


Enem/Vestibular.

(...) Da garrafa estilhaçada, no ladrilho já sereno escorre uma coisa espessa que é leite, sangue... não sei. Por entre objetos confusos, mal redimidos da noite, duas cores se procuram, suavemente se tocam, amorosamente se enlaçam, formando um terceiro tom a que chamamos aurora.

(Carlos Drummond de Andrade)

No fragmento anterior, Carlos Drummond de Andrade constrói, poeticamente, a aurora. O que permite visualizar este momento do dia corresponde:

a) a objetos confusos mal redimido da noite.
b) à garrafa estilhaçada e ao ladrilho sereno.
c) à aproximação suave de dois corpos.
d) ao enlace amoroso de duas cores.
e) ao fluir espesso do sangue sobre o ladrilho.





Alternativa correta: d) ao enlace amoroso de duas cores.

Com a leitura do trecho acima, compreendemos que a descrição feita pelo escritor é a respeito da aurora, ou seja, o momento do nascer do sol em que observamos uma mistura de cores com a saída da noite e chegada do dia.



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O fim do marketing
A empresa vende ao consumidor
— com a web não é mais assim

Com a internet se tornando onipresente, os Quatro Ps do marketing — produto, praça, preço e promoção — não funcionam mais. O paradigma era simples e unidirecional: as empresas vendem aos consumidores. Nós criamos produtos; fixamos preços; definimos os locais onde vendê-los; e fazemos anúncios. Nós controlamos a mensagem. A internet transforma todas essas atividades.

(...)

Os produtos agora são customizados em massa, envolvem serviços e são marcados pelo conhecimento e os gostos dos consumidores. Por meio de comunidades online, os consumidores hoje participam do desenvolvimento do produto. Produtos estão se tornando experiências. Estão mortas as velhas concepções industriais na definição e marketing de produtos.

(...)

Graças às vendas online e à nova dinâmica do mercado, os preços fixados pelo fornecedor estão sendo cada vez mais desafiados. Hoje questionamos até o conceito de “preço”, à medida que os consumidores ganham acesso a ferramentas que lhes permitem determinar quanto querem pagar. Os consumidores vão oferecer vários preços por um produto, dependendo de condições específicas. Compradores e vendedores trocam mais informações e o preço se torna fluido. Os mercados, e não as empresas, decidem sobre os preços de produtos e serviços.

(...)

A empresa moderna compete em dois mundos: um físico (a praça, ou marketplace) e um mundo digital de informação (o espaço mercadológico, ou marketspace). As empresas não devem preocupar-se com a criação de um web site vistoso, mas sim de uma grande comunidade online e com o capital de relacionamento. Corações, e não olhos, são o que conta. Dentro de uma década, a maioria dos produtos será vendida no espaço mercadológico. Uma nova fronteira de comércio é a marketface — a interface entre o marketplace e o marketspace.

(...)

Publicidade, promoção, relações públicas etc. exploram “mensagens” unidirecionais, de um-para-muitos e de tamanho único, dirigidas a consumidores sem rosto e sem poder. As comunidades online perturbam drasticamente esse modelo. Os consumidores com frequência têm acesso a informações sobre os produtos, e o poder passa para o lado deles. São eles que controlam as regras do mercado, não você. Eles escolhem o meio e a mensagem. Em vez de receber mensagens enviadas por profissionais de relações públicas, eles criam a “opinião pública” online.

Os marqueteiros estão perdendo o controle, e isso é muito bom.

A leitura atenta deste instigante artigo de Don Tapscott revela que o tema central de sua mensagem é:

a) O advento do comércio via internet subverteu as teorias tradicionais de marketing.
b) O comércio via internet confirma todas as teorias de publicidade e marketing vigentes.
c) A aplicação dos princípios tradicionais de marketing se tornou vital para o sucesso do comércio online.
d) O comércio realizado em lojas físicas é ainda preferível ao realizado online.
e) A lei da oferta e da procura não influencia de nenhum modo o comércio via internet.







Alternativa correta: a) O advento do comércio via internet subverteu as teorias tradicionais de marketing.

A partir da leitura do texto, podemos compreender que a internet foi uma das maiores influenciadoras nas mudanças de comportamento dos consumidores.

Com isso, as teorias associadas ao marketing, antes consideradas modernas, hoje em dia se tornaram obsoletas com o aumento de consumidores on-line.


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Leia o trecho de Quincas Borba, de Machado de Assis:

E enquanto uma chora, outra ri; é a lei do mundo, meu rico senhor; é a perfeição universal. Tudo chorando seria monótono, tudo rindo cansativo; mas uma boa distribuição de lágrimas e polcas1, soluços e sarabandas2, acaba por trazer à alma do mundo a variedade necessária, e faz-se o equilíbrio da vida.

(Quincas Borba, 1992.)

1 polca: tipo de dança.
2 sarabanda: tipo de dança.

De acordo com o narrador,

a) os erros do passado não afetam o presente.
b) a existência é marcada por antagonismos.
c) a sabedoria está em perseguir a felicidade.
d) cada instante vivido deve ser festejado.
e) os momentos felizes são mais raros que os tristes.









Alternativa correta: b) a existência é marcada por antagonismos.

A partir da leitura do trecho de Quincas Borba, fica claro que a vida é marcada por diferentes antagonismos ou oposições (chora e ri), e isso é o que denota seu equilíbrio.


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Texto 1

Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisamente uma mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro. Se, de fato, não há sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso presente. […] Se, ao contrário, a morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este? Porque, se chegarmos ao Hades, libertando-nos destes que se vangloriam serem juízes, havemos de encontrar os verdadeiros juízes, os quais nos diria que fazem justiça acolá: Monos e Radamante, Éaco e Triptolemo, e tantos outros deuses e semideuses que foram justos na vida; seria então essa viagem uma viagem de se fazer pouco caso? Que preço não seríeis capazes de pagar, para conversar com Orfeu, Museu, Hesíodo e Homero?

(Platão. Apologia de Sócrates, 2000.)


Texto 2

Ninguém sabe quando será seu último passeio, mas agora é possível se despedir em grande estilo. Uma 300C Touring, a versão perua do sedã de luxo da Chrysler, foi transformada no primeiro carro funerário customizado da América Latina. A mudança levou sete meses, custou R$ 160 mil e deixou o carro com oito metros de comprimento e 2 340 kg, três metros e 540 kg além da original. O Funeral Car 300C tem luzes piscantes na já imponente dianteira e enormes rodas, de aro 22, com direito a pequenos caixões estilizados nos raios. Bandeiras nas pontas do capô, como nos carros de diplomatas, dão um toque refinado. Com o chassi mais longo, o banco traseiro foi mantido para familiares acompanharem o cortejo dentro do carro. No encosto dos dianteiros, telas exibem mensagens de conforto. O carro faz parte de um pacote de cerimonial fúnebre que inclui, além do cortejo no Funeral Car 300C, serviços como violinistas e revoada de pombas brancas no enterro.

(Funeral tunado. Folha de S.Paulo, 28.02.2010.)

Confrontando o conteúdo dos dois textos, pode-se afirmar que:

a) embora os dois textos transmitam concepções divergentes acerca da morte, eles tratam de visões concernentes à mesma época, a saber, a sociedade atual.
b) sob o ponto de vista filosófico, não há diferenças qualitativas entre uma e outra concepção sobre a morte.
c) os comentários do texto grego sobre a morte são coerentes com uma filosofia de forte valorização do corpo em detrimento da alma, e do mundo sensível sobre o mundo inteligível.
d) o texto de Platão evidencia uma cultura monoteísta, enquanto que o segundo é politeísta.
e) enquanto no primeiro texto transparece a dignidade metafísica da morte, no segundo sugere-se a conversão do funeral em espetáculo da sociedade de consumo.






Alternativa correta: e) enquanto no primeiro texto transparece a dignidade metafísica da morte, no segundo sugere-se a conversão do funeral em espetáculo da sociedade de consumo.

A partir da leitura dos textos, fica claro que a morte é o tema principal, porém é abordada de maneiras diferentes.

Assim, no primeiro texto temos a morte como a passagem do mundo terreno ao espiritual; enquanto no segundo, o foco está no espetáculo do consumo, evocado por um “carro faz que parte de um pacote de cerimonial fúnebre”.


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A essência da teoria democrática é a supressão de qualquer imposição de classe, fundada no postulado ou na crença de que os conflitos e problemas humanos – econômicos, políticos, ou sociais – são solucionáveis pela educação, isto é, pela cooperação voluntária, mobilizada pela opinião pública esclarecida. Está claro que essa opinião pública terá de ser formada à luz dos melhores conhecimentos existentes e, assim, a pesquisa científica nos campos das ciências naturais e das chamadas ciências sociais deverá se fazer a mais ampla, a mais vigorosa, a mais livre, e a difusão desses conhecimentos, a mais completa, a mais imparcial e em termos que os tornem acessíveis a todos.

(Anísio Teixeira, Educação é um direito. Adaptado.)

No trecho “chamadas ciências sociais”, o emprego do termo “chamadas” indica que o autor

a) vê, nas “ciências sociais”, uma panaceia, não uma análise crítica da sociedade.
b) considera utópicos os objetivos dessas ciências.
c) prefere a denominação “teoria social” à denominação “ciências sociais”.
d) discorda dos pressupostos teóricos dessas ciências.
e) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.







Alternativa correta: e) utiliza com reserva a denominação “ciências sociais”.

Ao utilizar a palavra “chamadas” antes de “ciências sociais”, o autor do texto evita a generalização do termo, utilizando-o com reserva.

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Leia o texto para responder às questões.

O labirinto dos manuais

Há alguns meses troquei meu celular. Um modelo lindo, pequeno, prático. Segundo a vendedora, era capaz de tudo e mais um pouco. Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. Abri o manual, entusiasmado. “Agora eu aprendo”, decidi, folheando as 49 páginas. Já na primeira, tentei executar as funções. Duas horas depois, eu estava prestes a roer o aparelho. O manual tentava prever todas as possibilidades. Virou um labirinto de instruções!

Na semana seguinte, tentei baixar o som da campainha. Só aumentava. Buscava o vibracall, não achava. Era só alguém me chamar e todo mundo em torno saía correndo, pensando que era o alarme de incêndio! Quem me salvou foi um motorista de táxi.

— Manual só confunde – disse didaticamente. – Dá uma de curioso.

Insisti e finalmente descobri que estava no vibracall há meses! O único problema é que agora não consigo botar a campainha de volta!

Atualmente, estou de computador novo. Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. Comprei um livro. Na capa, a promessa: “Rápido e fácil” – um guia prático, simples e colorido! Resolvi: “Vou seguir cada instrução, página por página. Do que adianta ter um supercomputador se não sei usá-lo?”. Quando cheguei à página 20, minha cabeça latejava. O livro tem 342! Cada vez que olho, dá vontade de chorar! Não seria melhor gastar o tempo relendo Guerra e Paz*?

Tudo foi criado para simplificar. Mas até o microndas ficou difícil. A não ser que eu queira fazer pipoca, que possui sua tecla própria. Mas não posso me alimentar só de pipoca! Ainda se emagrecesse... E o fax com secretária eletrônica? O anterior era simples. Eu apertava um botão e apagava as mensagens. O atual exige que eu toque em um, depois em outro para confirmar, e de novo no primeiro! Outro dia, a luzinha estava piscando. Tentei ouvir a mensagem. A secretária disparou todas as mensagens, desde o início do ano!

Eu sei que para a garotada que está aí tudo parece muito simples. Mas o mundo é para todos, não é? Talvez alguém dê aulas para entender manuais! Ou o jeito seria aprender só aquilo de que tenho realmente necessidade, e não usar todas as funções. É o que a maioria das pessoas acaba fazendo!

(Walcyr Carrasco, Veja SP, 19.09.2007. Adaptado)

* Livro do escritor russo Liev Tolstói. Com mais de mil páginas e centenas de personagens, é considerada uma das maiores obras da história da literatura.

Pelos comentários feitos pelo narrador, pode-se concluir corretamente que

a) a leitura de obras-primas da literatura é atividade mais produtiva do que utilizar celulares e computadores.
b) os manuais cujas diversas instruções os usuários não conseguem compreender e pôr em prática são improdutivos.
c) a vendedora foi convincente, pois o narrador comprou o celular, embora duvidasse das qualidades prometidas pelo aparelho.
d) o manual sobre computadores, ao contrário de outros do gênero, cumpria a promessa assumida nos dizeres impressos na capa.
e) os jovens deveriam ensinar computação aos mais velhos, pois, dessa forma, estes últimos entenderiam as funções básicas do equipamento.






Alternativa correta: b) os manuais cujas diversas instruções os usuários não conseguem compreender e pôr em prática são improdutivos.

Segundo o texto, os manuais de instruções dos aparelhos mais confundem do que ajudam e, por isso, são indicados como “labirintos” onde as pessoas se perdem.


2) Analise as afirmações sobre trechos do texto e assinale a correta.

a) Em – alguns meses, troquei meu celular. –, o verbo haver indica tempo decorrido e pode ser substituído, corretamente, por Fazem.
b) Em – Fotografava, fazia vídeos, recebia e-mails e até servia para telefonar. –, o termo em destaque expressa a ideia de exclusão.
c) Em – Virou um labirinto de instruções! –, o termo em destaque foi empregado em sentido figurado, indicando confusão, incompreensibilidade.
d) Em – Fiz o que toda pessoa minuciosa faria. –, o termo em destaque pode ser substituído, corretamente e sem alteração do sentido do texto, por limitada.
e) Em – Mas não posso me alimentar só de pipoca! –, a conjunção em destaque expressa a ideia de comparação.





Alternativa correta: c) Em – Virou um labirinto de instruções! –, o termo em destaque foi empregado em sentido figurado, indicando confusão, incompreensibilidade.

O termo “labirinto” foi utilizado no texto em seu sentido figurado (ou conotativo) indicando algo complexo e que causa confusão, tal qual um labirinto.

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"Em um mundo marcado por conflitos em diferentes regiões, as operações de manutenção da paz das Nações Unidas são a expressão mais visível do compromisso solidário da comunidade internacional com a promoção da paz e da segurança.

Embora não estejam expressamente mencionadas na Carta da ONU, elas funcionam como instrumento para assegurar a presença dessa organização em áreas conflagradas, de modo a incentivar as partes em conflito a superar suas disputas por meio pacífico – razão pela qual não devem ser vistas como forma de intervenção armada."

Historicamente, o Brasil envia soldados para participar de operações de paz. Em 2004, foi criada pelo Conselho de Segurança da ONU a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah).

De acordo com o texto, essa missão foi criada para

a) restabelecer a segurança e normalidade institucional do Haiti após sucessivos episódios de turbulência política e de violência, que marcaram esse país no início do século XXI.
b) atacar os garimpos ilegais de diamantes no interior do Haiti, que usavam mão de obra infantil nas minas onde esse minério é encontrado.
c) combater o narcotráfico comandado pelo Cartel de Medelin, que a partir do Haiti distribuía drogas para todos os países da América Latina.
d) acabar com os problemas ambientais crônicos no Haiti, pois esse país era o principal responsável pela poluição ambiental no Caribe.
e) extinguir a rede de trabalho escravo existente no Haiti, que utilizava esse tipo de mão de obra nas plantações de soja e trigo.








Alternativa correta: a) restabelecer a segurança e normalidade institucional do Haiti após sucessivos episódios de turbulência política e de violência, que marcaram esse país no início do século XXI.

Segundo o texto, a ONU (Organização das Nações Unidas) tem como compromisso amenizar as disputas entre algumas regiões e trazer paz e segurança aos locais envolvidos em conflitos.

Da mesma forma, a Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) tem como intuito restabelecer a segurança do local, depois de anos de conflitos e episódios de violência.

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“Todo abacate é verde. O incrível Hulk é verde. O incrível Hulk é um abacate.”

Todo argumento pode se tornar um sofisma: um raciocínio errado ou inadequado que nos leva a conclusões falsas ou improcedentes.

O último parágrafo do texto é um exemplo de sofisma, considerando que, da constatação de que todo abacate é verde, não se pode deduzir que só os abacates têm cor verde.

Esse é o tipo de sofisma que adota o seguinte procedimento:

a) enumeração incorreta
b) generalização invertida
c) representação imprecisa
d) exemplificação inconsistente





Alternativa correta: b) generalização invertida

No caso de generalização invertida, chega-se a uma conclusão geral precipitada a partir de uma situação particular, cuja amostra analisada é muito pequena não sendo possível sustentar uma generalização.

No exemplo acima ocorreu isso, o que gerou um erro de lógica, uma vez que a generalização criada não pode ser utilizada em todos os casos possíveis.

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A substituição do haver por ter em construções existenciais, no português do Brasil, corresponde a um dos processos mais característicos da história da língua portuguesa, paralelo ao que já ocorrera em relação à aplicação do domínio de ter na área semântica de “posse”, no final da fase arcaica.

Mattos e Silva (2001:136) analisa as vitórias de ter sobre haver e discute a emergência de ter existencial, tomando por base a obra pedagógica de João de Barros. Em textos escritos nos anos quarenta e cinquenta do século XVI, encontram-se evidências, embora raras, tanto de ter “existencial”, não mencionado pelos clássicos estudos de sintaxe histórica, quanto de haver como verbo existencial com concordância, lembrado por Ivo Castro, e anotado como “novidade” no século XVIII por Said Ali.

Como se vê, nada é categórico e um purismo estreito só revela um conhecimento deficiente da língua. Há mais perguntas que respostas. Pode-se conceber uma norma única e prescritiva? É válido confundir o bom uso e a norma com a própria língua e dessa forma fazer uma avaliação crítica e hierarquizante de outros usos e, através deles, dos usuários? Substitui-se uma norma por outra?


Para a autora, a substituição de “haver” por “ter” em diferentes contextos evidencia que

a) o estabelecimento de uma norma prescinde de uma pesquisa histórica.
b) os estudo clássicos de sintaxe histórica enfatizam a variação e a mudança na língua.
c) a avaliação crítica e hierarquizante dos usos da língua fundamenta a definição da norma.
d) a adoção de uma única norma revela uma atitude adequada para os estudos linguísticos.
e) os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística.






Alternativa correta: e) os comportamentos puristas são prejudiciais à compreensão da constituição linguística.

Na opinião da autora, o purismo da língua traz consequências que dificultam a compreensão linguística e, por isso, são prejudiciais. Esse purismo está relacionado com a hierarquização dos usos da língua que gera preconceito linguístico entre os falantes.


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 “Ele era o inimigo do rei”, nas palavras de seu biógrafo, Lira Neto. Ou, ainda, “um romancista que colecionava desafetos, azucrinava D. Pedro II e acabou inventando o Brasil”. Assim era José de Alencar (1829-1877), o conhecido autor de O guarani e Iracema, tido como o pai do romance no Brasil.

Além de criar clássicos da literatura brasileira com temas nativistas, indianistas e históricos, ele foi também folhetinista, diretor de jornal, autor de peças de teatro, advogado, deputado federal e até ministro da Justiça. Para ajudar na descoberta das múltiplas facetas desse personagem do século XIX, parte de seu acervo inédito será digitalizada.

História Viva, n.° 99, 2011.

Com base no texto, que trata do papel do escritor José de Alencar e da futura digitalização de sua obra, depreende-se que

a) a digitalização dos textos é importante para que os leitores possam compreender seus romances.
b) o conhecido autor de O guarani e Iracema foi importante porque deixou uma vasta obra literária com temática atemporal.
c) a divulgação das obras de José de Alencar, por meio da digitalização, demonstra sua importância para a história do Brasil Imperial.
d) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.
e) o grande romancista José de Alencar é importante porque se destacou por sua temática indianista.









Alternativa correta:

d) a digitalização dos textos de José de Alencar terá importante papel na preservação da memória linguística e da identidade nacional.

A importância de José de Alencar (1829-1877) não se limita somente ao Brasil Imperial (1822-1889). Escritor multifacetado, ele atuou como jornalista, crítico, advogado, dramaturgo e político, sendo uma das figuras mais importantes da literatura romântica nacional.

Por esse motivo, a digitalização de suas obras, sem dúvida, fortalecerá a preservação da memória linguística e da identidade nacional, tornando público seus escritos.


Seja bem-vindo. Hoje é