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Diferença.

OLHE À SUA VOLTA. O LUGAR ONDE VOCÊ SE SENTOU PARA LER ESTE LIVRO, O AMBIENTE, AS PESSOAS, OS OBJETOS, SUAS CONDIÇÕES ATUAIS DE VIDA, TRABALHO, SAÚDE, LAZER. PENSE EM SEUS AMIGOS, NAS CONDIÇÕES QUE CADA UM DELES CONQUISTOU, E TAMBÉM, NAS PESSOAS EM GERAL, COM QUEM VOCÊ TEM ALGUM CONTATO. PENSE EM ALGUMAS PERSONALIDADES BEM-SUCEDIDAS E FAMOSAS, QUE VOCÊ ADMIRA, E PERCORRA COM A MENTE A IMAGEM DESSAS PESSOAS E DE SEU PADRÃO DE VIDA, NOS MÍNIMOS DETALHES. PROCURE VER OS MOTIVOS DE SUA ADMIRAÇÃO POR ESSAS PESSOAS.

AGORA OLHE BEM DENTRO DE VOCÊ. TENTE PERCEBER COMO ESTÁ SE SENTINDO NESTE EXATO MOMENTO. COMO ESTÃO INDO AQUELES SONHOS ACALENTADOS HÁ TANTOS ANOS? FORAM REALIZADOS PLENAMENTE? PARCIALMENTE? FORAM “ARQUIVADOS”? DERAM LUGAR A OPÇÕES MAIS “REAIS”? FORAM ADIADOS PARA ALGUMA OCASIÃO MAIS PROPÍCIA? OU CONTINUAM PISCANDO EM CERTOS MOMENTOS NO PAINEL DOS SEUS PENSAMENTOS MAIS ÍNTIMOS? VOCÊ SE SENTE SATISFEITO COM O QUE JÁ CONQUISTOU NA VIDA? ALMEJA MAIS? ACREDITA NAS SUAS CHANCES? O QUE ESTÁ FALTANDO, AFINAL, PARA QUE VOCÊ CONSIGA SER REALMENTE BEM-SUCEDIDO?

UMA PESSOA BEM-SUCEDIDA NÃO É MUITO DIFERENTE DE OUTRA QUE NÃO CONSEGUE O QUE QUER NA VIDA.

A DISTÂNCIA É MUITO MENOR DO QUE PARECE. O SUCESSO MEDE-SE EM CENTÍMETROS. VEJA POR EXEMPLO, A CHEGADA DE UMA CORRIDA DE CAVALOS.

O PRIMEIRO COLOCADO GANHOU UM PRÊMIO DE 15 MIL DÓLARES E, O SEGUNDO, DE CINCO MIL DÓLARES. ISSO QUER DIZER QUE O PRIMEIRO CAVALO SERIA TRÊS VEZES MAIS RÁPIDO QUE O SEGUNDO? CLARO QUE NÃO! NA VERDADE, SE MEDIRMOS A DIFERENÇA DA CHEGADA ENTRE ELES E DIVIDIRMOS PELO TOTAL DA PISTA, QUANTO MAIS RÁPIDO O SEGUNDO COLOCADO PRECISARIA TER CORRIDO PARA CHEGAR À FRENTE DO PRIMEIRO? QUASE NADA!

ISTO SIGNIFICA QUE UMA PEQUENA DIFERENÇA EM DESEMPENHO FAZ UMA TREMENDA DIFERENÇA NO RESULTADO. DAQUI A UMA SEMANA, TODOS VÃO SE LEMBRAR DO NOME DO CAVALO VENCEDOR E JÁ TERÃO SE ESQUECIDO DO SEGUNDO. MAS A DIFERENÇA ENTRE OS DOIS FOI MÍNIMA! ASSIM É NA VIDA: O PROFISSIONAL QUE ESTÁ GANHANDO TRÊS VEZES MAIS DO QUE O OUTRO NÃO ESTÁ CORRENDO OU FAZENDO TRÊS VEZES MAIS, NEM TEM O TRIPLO DE CONHECIMENTO OU DE INTELIGÊNCIA A DIFERENÇA É MÍNIMA, MAS É A “DIFERENÇA” QUE FAZ A DIFERENÇA.

 


Medo de perder.

Um dos maiores obstáculos para uma vida harmônica, plena, mais expressiva e significativa é o medo de perder, sobretudo medo de perder alguém, o medo de perder quem dizemos amar: cônjuge, filhos amigos, patrão, empregado, cliente... Esta emoção é a principal responsável pelo nosso sofrimento vital.

O medo de perder é o medo de tornarmos dispensáveis para a pessoa com a qual estamos nos relacionando, ele se reverte de mil e uma formas, aparece sobre mil disfarces, como o medo de sermos criticados, que falem mal de nós, medo de que nos humilhem, de sermos rejeitados, de não sermos importantes, de sermos menos prezados, de não sermos amados, medo da solidão, e tudo isso pode ser designado por uma palavra:

 C I Ú M E S!

O ciúme é o medo de não ter alguém, de não possuir alguém, de não ser dono de alguém. Na relação ciumenta colocamos: nós e o outro como objetos, nesta relação pessoas e objetos são a mesma coisa. No ciúme temos medo de um dia sermos considerados inúteis, dispensáveis a outra pessoa, esta é a emoção do apelo, confusa, misturada, dependente e o que agrava é que na nossa cultura aprendemos como se o ciúmes sendo amor, e ele é justamente o oposto do amor, pois na relação amorosa existe identidade, eu sou independentemente de você, na relação ciumenta, por outro lado, perde-se a identidade: eu sem você não valho nada, você é tudo para mim.

O amor é solto, é livre, vem de querência íntima, está diretamente ligada ao sentimento de liberdade, de opção, de escolha. O ciúme prende, amarra, condiciona, determina com essa emoção eu já não sou eu, sou o que o outro quer que eu seja. E eu sou assim para que ele seja aquilo que eu quero que ele seja.

No ciúme há um pacto de destruição mútua, cada qual, usa o outro como garantia de que não estará sozinho. Eu me abandono para que o outro não me abandone, eu me desprezo para que o outro não me despreze, eu me desrespeito para que o outro não me desrespeite, eu acabo me destruindo para que o outro não me destrua.

O ciúme é o medo de ser dispensável a alguém, e o mais grave talvez esteja aqui, nós passamos a vida inteira com medo de tornarmos algo que nós já somos: TOTALMENTE DISPENSÁVEIS!

O homem por definição é dispensável, transitório, efêmero, aquilo que passa, e isso é bastante real. Em todas as relações que temos somos hoje, somos substituíveis! O mundo sempre existiu antes de nós, está existindo conosco e continuará existindo sem nós. Somos necessários aqui e agora, mas seremos dispensáveis além e depois.

O medo de ser dispensáveis a alguém é o mesmo medo que temos da morte, que é real, pois o medo da morte é o ciúme da vida, é a vontade irreal de sermos eternos e imutáveis. O medo de perder nos dá a entender que as coisas só valem se forem eternas, se forem permanentes e duráveis. Uma relação só tem valor se tivermos garantia de que a vida sempre será assim como é. E, como tudo é transitório, como tudo é passível de transformação, o medo de perder nos leva a um estado contínuo de sofrimento.

As consequências do ciúme são muito claras. Se eu tenho medo de que me abandonem, de que não me amem, de me tornar dispensável, ao invés de fazer cada vez mais para que cada vez mais eu seja melhor, acabo gastando toda a minha energia para provar ao outro que eu já sou o mais, que eu já sou o melhor, que eu já sou o primeiro!

Ao invés de empenhar esforços para ser um cônjuge, um filho, um amigo, um pai ou uma mãe cada vez melhor, eu gasto toda a minha energia tentando provar a eles: que eu sou o melhor cônjuge do mundo, o que é uma mentira; o melhor filho do mundo, o que é uma mentira; o melhor pai ou mãe do mundo, o que é uma mentira; o melhor amigo do mundo, o que é uma mentira; e assim por diante...

O ciúme no conduz ao delírio da onipotência, os nossos atos, nossas iniciativas, a nossa conversa, o nosso comportamento, as nossas considerações, tudo isso é para mostras ao outro que já somos bons, capazes e perfeitos. Aqui está a diferença básica e fundamental entre o medo de perder e a vontade de ganhar.

O medo de perder é assim... Ganhamos, ninguém vai nos tomar o que já possuímos, para conservarmos o que já ganhamos... E com isso nós já chegamos ao ponto máximo, só temos que perder.

À vontade de ganhar por outro lado, é assim... Estaremos sempre ativos, descobrindo oportunidades do ganho, procuraremos ganhar cada vez mais em vez de nos preocupar com possíveis perdas.

O que temos de mais sagrado é a nossa própria vida esta nós já vamos perder, todas as outras perdas são secundárias.

O medo de perder é reativo, defensivo, justificativo! As pessoas ciumentas estão sempre se prevenindo para não perder, sempre se preparando, sempre se conservando.

As pessoas, com vontade de ganhar estão sempre optando, arriscando, o medo de perder é a vivência do futuro, é a vivência antecipada do futuro, é preocupação. À vontade de ganhar, por outro lado, é a vivência do presente, é a vivência da beleza do presente.

Em tudo, a cada momento existem riscos e existem oportunidades. No medo da perda a pessoa só vê os riscos, na vontade de ganhar a pessoa também vê os riscos, mas, sobretudo, vê as oportunidades. Cada momento da vida é um desafio para o crescimento. A vontade de ganhar, a qual nos referimos, não significa ganhar de outra pessoa, e sim ganharmos de nós mesmos, ser cada vez mais, estar disposto a dar um passo a frente, estar sempre disposto a crescer um pouco mais. É importante termos para nós, que hoje podemos crescer um pouco mais do que éramos ontem, que ninguém chegou ao seu limite máximo, que idade adulta não significa que chegamos ao máximo de nossas potencialidades, não existe pessoa madura, existe sim, pessoas em amadurecimento.

Todo nosso crescimento se dá por uma paralisação de nosso crescimento pessoal, e cada um de os sabe muito bem onde paralisou, onde nossa energia está bloqueada, onde não está tendo expansão de nossa própria energia.

Ainda, não vimos até hoje, um relacionamento se deteriorar sem a presença marcante do ciúme, do desejo de sermos donos da outra pessoa, de ter poder e controle sobre as ações e até dos pensamentos da pessoa que dizemos amar!

O ciúme é a doença do amor, é um profundo desamor a si mesmo e consequentemente um desamor ao outro, pelo ciúme se estabelece uma relação entre dominador x dominado. O ciúme é a dor da incerteza com relação ao sentimento de alguém no futuro. É a raiva de não possuir a segurança absoluta do relacionamento no futuro, é a tristeza de não saber o que vai acontecer amanhã. Aliás, o que dói no ciúme, é a insegurança do futuro, é a insegurança do desconhecido. A loucura está aí, passamos a vida inteira tentando conseguir o que jamais conseguiremos: segurança... Pois ela não existe! Ser seguro não acabar com a insegurança, mas aceitá-la como inerente à natureza humana. Ninguém pode acabar com o risco do amor, por isso só é possível estar em estado de amor quando sabemos estar em um estado de risco!

Desperdiçamos o único momento que temos, que é o A G O R A,

em função de um momento inexistente: o F U T U RO ! Parece que as pessoas só valem para nós amanhã, no futuro. Nós não curtimos o relacionamento hoje com nosso cônjuge, com os filhos, com os amigos sofrendo pela possibilidade de um dia não sermos queridos por eles. O filho, por exemplo, parece que só nos é importante amanhã, quando crescer, quando se formar, quando casar, trabalhar, etc... Até hoje, não conhecemos um pai que estivesse preocupado com o futuro do filho que estivesse brincando com eles. Em geral, não tem tempo porque estão muito ocupados em assegurar aos filhos um futuro brilhante!

O ciúme é a incapacidade de vivermos a gratuidade da vida. Hoje é o primeiro dia do resto de nossa vida, querendo ou não! Hoje estamos começando, e viver é considerar cada segundo de novo, a cada dia o seu próprio cuidado, o medo daquilo que nos pode acontecer, tira nos a alegria de estar aqui e agora. O medo da morte tira a vontade de viver, o medo de perder alguém tira a beleza de estar com ela agora, aliás quando se tem medo de perder alguém é porque pensamos que as pessoas são nossas, ninguém pode perder o que não tem.

Cada pessoa é única e exclusivamente dela mesma, podemos perder um livro, um isqueiro, uma bolsa, porém jamais podemos perder uma pessoa.

O sinônimo do medo de perder é a obsessão pelo primeiro lugar, colocamos nos ombros a tarefa impossível de sermos sempre os primeiros em todos os lugares e em todas as circunstâncias. Se for em casa, queremos ser o primeiro, se for no trabalho, também o primeiro, num assunto específico queremos ser o primeiro, em outro assunto qualquer sempre o primeiro. O 1o lugar é amarelante, deteriorante, ao passo que o 2o lugar é esperançoso, é enverdejante, pois quando alguém chega ao cume da montanha só lhe resta um caminho a seguir: COMEÇAR A DESCER!

No 2o lugar, ainda temos para onde ir, para onde crescer, a postura do 2o lugar nos leva ao crescimento contínuo, porque você se decreta em 2o lugar mesmo que esteja eventualmente o 1o lugar perante a sociedade.

O 2o lugar não em relação ao outro, mas em relação a nós próprios, ou seja, ainda teremos por onde crescer e melhorar. Você sabe por que o mar é tão grande? É porque ele teve a humildade de se colocar alguns centímetros abaixo de todos os rios do mundo, sabendo receber tornou-se grande, se quisesse ser o 1o e se colocasse alguns centímetros de todos os rios da terra, não seria o mar, mas uma ilha, toda a sua água iria para os outros, e ele estaria isolado...

Além disso, a perda faz parte, a queda faz parte, a morte faz parte, é impossível viver satisfatoriamente se não aceitamos a queda, a perda, a morte o erro, precisamos aprender a perder, a cair, a errar e a morrer. Não é possível saber ganhar sem saber perder, não é possível saber andar sem saber cair, não é possível viver sem saber morrer!

Em outras palavras, se temos medo de cair, andar será muito doloroso; se temos medo de morrer, a vida será muito ruim; se temos medo de perder, o ganho nos enche de preocupação!

Esta é a figura do fracasso dentro do sucesso, pois quanto mais ganha, quanto mais melhora na vida, mais sofre. Para a pessoa que tem medo de ficar pobre, quanto mais dinheiro obtém mais preocupado fica. Para a pessoa que tem medo do fracasso, quanto mais sobe na escala social, mais desgraçada é a sua vida.

Agora, se você aprende a perder, a cair, a errar e a morrer, ninguém o controla mais, pois o máximo que pode acontecer a você é cair, é perder, é errar, é morrer e isso você já sabe!

(Texto retirado da fita Rosa Cruz - Desenvolvimento Comportamental)

Disciplinar.

É correto usar um apito para disciplinar os alunos?

 

O problema não está no uso do instrumento, mas no fato de o controle da disciplina estar centrado no professor. Mais do que discutir se devemos usar apito, sino ou outra forma de controle, é preciso pensar em como se chegou a essa solução e se a elaboração e a aplicação dela foram democráticas. Procure sempre envolver os alunos na reflexão e na busca por soluções para questões que dizem respeito a eles. Essas são oportunidades de aprendizagem do diálogo, da negociação, da procura por soluções e da construção de regras que beneficiam todos, promovem o respeito e melhoram a convivência. O apito, embora não seja a melhor opção, pode ser empregado se o uso dele for decidido pelo grupo após uma conversa sobre os problemas - e se qualquer um que se sentir incomodado possa soprá-lo como um sinal para que a turma fale mais baixo. Se a ideia não trouxer os resultados esperados, coloca-se novamente a questão para a turma. Lembre-se de que as soluções que não dão certo também são boas oportunidades de trabalhar a regulação de um grupo.

 

Telma Vinha é professora de Psicologia Educacional na Unicamp e tira dúvidas sobre comportamento.


Enem.

Redação:

Dissertação-argumentativa


Estrutura do texto. ... Separar o texto em três etapas é o modo mais comum de construir um pensamento sólido e também guiar o leitor a entender sua mensagem. As três partes são: Introdução, desenvolvimento e conclusão, e cada uma vai cumprir uma função específica.

Embora existam diferentes formas de organização de parágrafos, os textos dissertativo-argumentativos e alguns gêneros jornalísticos apresentam uma estrutura-padrão. Essa estrutura consiste em três partes: a ideia-núcleo, as ideias secundárias (que desenvolvem a ideia-núcleo) e a conclusão (que reafirma a ideia-básica).

Uma boa redação é dividida em três partes, introdução, desenvolvimento e conclusão.

  1. Introdução. É o início do texto, contendo o tema a ser desenvolvido, exposto com muita clareza. Envolve o problema a ser analisado. ...
  2. Desenvolvimento. É o corpo do texto, onde se organiza o pensamento. ...
  3. Conclusão. É a síntese do problema tratado no decorrer do texto, fechamento da redação.

Os passos

  1. interrogar o tema;
  2. responder, com a opinião.
  3. apresentar argumento básico.
  4. apresentar argumentos auxiliares.
  5. apresentar fato exemplo.
  6. concluir.

Como explica oficialmente o manual da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), o formato exigido nestas provas de redação é o de uma dissertação-argumentativa.  Muita gente acha que isso é muito complicado, e se perde dentro do próprio medo.

 

Obs. apresentamos neste artigo, parágrafos repetitivos, esclarecidos de formas diferentes, para uma melhor identificação da forma que você aprendeu.


Dinâmica.

                  Quando o assunto é: Dinâmicas

 

Dependendo do objetivo que se pretende atingir será a dinâmica escolhida, e o momento de aplicá-la também é muito importante.

As dinâmicas que favorecem a integração da classe normalmente são inseridas logo no início do ano letivo e são úteis não só para integrar os alunos como também para que o professor conheça melhor os seus alunos.

Para isso preciso conhecer bem os alunos, saber do que gostam ou não gostam, o que fazem nas horas livres.

Poderia simplesmente passar um questionário para que preenchessem, mas a dinâmica além de me informar também ajuda os alunos a se conhecerem  e se integrarem melhor. Como uma parte do trabalho em classe pode ser feito em grupo, isso será uma boa preparação para que trabalhem juntos e consigam um rendimento melhor.

As dinâmicas que propõem uma idéia são aplicadas de acordo com o momento ou a necessidade. Em vez de um longo sermão (do qual eles só ouvirão as primeiras frases) uma dinâmica pode passar o mesmo conceito de forma agradável e divertida.

Algumas classes, por serem muito apáticas precisam de uma dinâmica para participarem mais; já outras têm problemas com a disciplina, então uma dinâmica para reforçar a necessidade de ordem e atenção será muito útil a qualquer momento.

No final de um semestre, semana ou mesmo uma aula que tenha exigido muito dos alunos, ou quando eles reclamam que estão sobrecarregados de atividades, alguns minutos usados numa dinâmica serão muito bem aproveitados.

Sites próprios têm várias dinâmicas e jogos que podem ser usados como estão ou adaptados, ou que ainda podem servir de inspiração para a criação de novas dinâmicas que atendam às suas necessidades como professor ou que se enquadrem às particularidades do seu grupo.

Caso queiram saber mais sobre o assunto, procurem o livro Dinâmica de Grupo – Teorias e Sistema, que trata o assunto de forma mais aprofundada, e após sua leitura o professor poderá criar suas próprias dinâmicas ou conduzir as que já venham aplicando de forma mais organizada e profissional.  Caso queira algo que já esteja pronto para uso, há o livro Brincadeiras e Dinâmicas para Grupos,  com 30 sugestões que o professor já pode usar assim que começarem as aulas.


Estratégias.

Quando o assunto é: Estratégias

 

Você certamente faz algumas coisas quando está se dedicando a aprender algo. Se é material de leitura, lê, relê, repete, faz perguntas, resume, desenha diagramas, memoriza. Se envolve alguma habilidade, pratica seguindo um roteiro ou imitando alguém, como na dança, ou visualiza. O aprendizado pode também envolver um processo de tentativa-e-feedback, isto é, tentar fazer, observar o resultado e ajustar até sair como você quer ou como acha que deve ser. Ou seja, você aplica alguma estratégia que visa diretamente o aprender.

Combinar estratégias com a principal pode facilitar a obtenção e multiplicar o rendimento e a qualidade dos resultados, tanto que já fazemos isso em alguma medida. Há pessoas que estudam ouvindo música. Uma meditação pode incluir uma música suave. Até a postura, como você bem deve saber, pode influenciar nos resultados.

Vamos descrever aqui estratégias variadas que apoiam o processo de aprendizado, no sentido de facilitar, acelerar, suavizar e tornar mais eficiente, eficaz ou agradável. Você pode incorporar todas ou nenhuma, aplicar uma em um dia e outra noutro dia. Pode ser até que já aplique alguma, conscientemente ou não; mais importante é você testá-las  e ver o que faz diferença para você.

Antes

1) Prepare o ambiente - Quando decidir que é hora, antecipe o que vai precisar e deixe tudo à mão: livros, anotações, dicionário. Se for usar computadores, leve seus alunos para a sala de computação. O objetivo é montar um ambiente que permita o máximo possível de foco e concentração.

2) Ative sua motivação - Diga para os seus alunos o que vai se feito. Ative a lembrança dos motivos que o levaram a assumir o compromisso do qual decorre a atividade a seguir. O que você vai obter ao final? E o que isso lhe trará? Imagine por um momento que já está obtendo benefícios de sua dedicação.

3) Ative seus conhecimentos - Faça perguntas a si mesmo sobre o assunto antes de começar a trabalhar com seus alunos.  O que já aprendi sobre isto? Que experiências e práticas já tive? Em que já usei este material ou parte dele? O quanto já progredi? O quanto sabia antes, e quanto sei agora? Não é preciso esforço, as perguntas já induzem a resposta, você apenas fica esperando o efeito.

Você pode repassar o material, apenas olhando um ou outro tópico, assim com quem não quer nada. Pode também fazer coisas simples para "aquecer", como operações matemáticas com números de 5 dígitos, por exemplo, para temas que envolvem raciocínio. Se o tema for canto, você pode fazer um brainstorming de sons, isto é, emitir sons aleatoriamente por algum tempo. Se for dança, o aquecimento pode ser repassar os passos básicos.

4) Ative suas atitudes - De que maneira quer se dedicar e vice-versa? Expresse as atitudes que gostaria de manter durante a aula. Sugestões: "estar concentrado", "focar o melhor possível no objetivo", "desligar-me de tudo que não estiver relacionado", "com amor", "ligado", "com a maior objetividade". Neste ponto você pode se programar também sobre como vai lidar com interrupções internas ou externas. Com paciência? Com tolerância?

Não se preocupe se vai ou não agir conforme determinou; a sua declaração de intenção é a mobilizadora de recursos. Apenas expresse e vá para o próximo passo.

Durante

5) Defina sua intenção imediata - Declare verbal ou mentalmente o que pretende para o próximo segmento de estudo. Nem sempre é possível ser muito específico, faça o melhor possível. Você vai estudar um capítulo? Praticar uma sequência? Decida quanto tempo irá dedicar minimamente (depois você pode tomar outra decisão). Para esta etapa, você pode consultar os seus PPPs (próximos pequenos passos) definidos na sessão prévia (veja abaixo a seção Depois). Ajuste-os se for o caso, para incorporar novas e melhores ideias.

6) Solte-se - De vez em quando, relaxe na postura, isto é, solte seu corpo ou partes dele o quanto for possível. Como está sua testa agora? E seus ombros? Não esqueça de fazer o mesmo com seus alunos.

7) Faça pausas - Após algum segmento de dedicação, faça uma pausa com a intenção de permitir ao seu sistema a absorção e a incorporação do novo material. Enquanto isso, você descansa, em caráter remediativo ou preventivo.

8) Interrupções - Por mais que não queiramos, podem ocorrer interrupções. Se isso ocorrer, após decidir verificar e antes de desviar-se, registre o ponto de retorno, o que fará quando voltar. Pode ser um capítulo, um exercício, um movimento. O registro pode ser tão simples quanto um lápis na página correta, uma anotação ou uma imagem mental.

Depois

9) Verifique o progresso - Avalie o rendimento da aula. Se usou alguma das estratégias sugeridas, veja se dá para saber se foi útil ou não, se vai praticar uma outra vez para avaliar melhor. Se concluir que não progrediu muito, é um momento de reavaliar as estratégias de aprendizado, e talvez decidir fazer mudanças, talvez pesquisar um pouco sobre o que existe que você talvez não conheça.

10) PPPs - defina e registre os Próximos Pequenos Passos a serem dados no assunto. Estes têm uma importância especial: definir PPPs é garantir que você pode se desligar do assunto tranquilamente; se esquecer, já tem as ligações para retomar do ponto onde parou. Se você já ficou pensando em algo por medo de esquecer, sabe avaliar a utilidade desta alternativa.

 

11) Reconheça - Separe um minuto para fazer o auto-reconhecimento: procure algo de bom no que fez, como ter-se dedicado, ter aprendido um pouco mais, estar mais próximo do objetivo, ter tido disciplina, o que quer que você encontre de bom e positivo. Para cada um, procure o prazer e a satisfação que lhe proporciona. Usufrua, isto é, dedique-se a ficar sentindo cada prazer ou emoção prazerosa por alguns segundos.

12) Guarde as coisas - No final, retorne o ambiente ao seu estado normal, guardando materiais, fechando programas e limpando eventuais resíduos da atividade. O objetivo aqui é mais do que organização: você está enviando uma mensagem ao seu cérebro de que a aula está encerrada, você vai fazer outra coisa e quer se concentrar devidamente nessa outra coisa, seja o que for. (talvez uma mudança para outra sala de aula).

13) Faça uma transição adequada - Quando nos dedicamos com intensidade a algo, há a possibilidade de que representações mentais e até emoções fiquem ativas, independentemente da nossa vontade, mesmo quando não estamos nos dedicando e queremos fazer outra coisa. Assim, antes de fazer essa outra coisa, e se julgar necessário, execute algumas ações para "quebrar o estado". Em geral são coisas prazerosas. Também pode ser uma atividade física, como exercícios, alongamentos e caminhadas, ou simplesmente relaxar. Se for aula vaga outra possibilidade é acessar algum site interessante, como de humor, por exemplo. O importante é você achar algo que funcione para mudar o estado em no máximo alguns minutos.

Um comentário final

As estratégias sugeridas podem ser úteis em uma outra dimensão. Pense, por exemplo, que ativar seus conhecimentos antes de uma aula de estudo já se tornou um hábito. O que vai acontecer após alguma prática é que, simplesmente ao decidir que vai se dedicar, sua mente já naturalmente vai ativar seus conhecimentos prévios, sem que você precise conscientemente estimular. É quando tudo se torna rápido, mais espontâneo e mais fácil.

 


TESTE DA GELADEIRA.

1-     1- COMO COLOCAR UMA GIRAFA NUMA GELADEIRA?

ABRA A GELADEIRA, COLOQUE A GIRAFA DENTRO E FECHE A PORTA.

 

TESTAR SUA APTIDÃO A COMPLICAR AS COISAS SIMPLES...

 

2-      2-COMO COLOCAR UM ELEFANTE NUMA GELADEIRA?

ABRIR A GELADEIRA, RETIRAR A GIRAFA, COLOCAR O ELEFANTE E FECHAR A PORTA.

 

TESTAR SUA APTIDÃO A LEMBRAR DAS CONSEQUÊNCIAS DE SEUS ATOS PASSADOS.

 

3-      3-O REI LEÃO DÁ UMA PALESTRA NA FLORESTA. TODOS OS ANIMAIS ESTÃO PRESENTES, MENOS UM. QUAL?

O ELEFANTE QUE ESTÁ NA GELADEIRA, VOCÊ LEMBRA?

 

TESTAR SUA MEMÓRIA.

 

4-      4-VOCÊ DEVE ATRAVESSAR UM RIO, MAS SABE QUE ESTÁ HABITADO POR CROCODILOS. COMO VAI PROCEDER?

VOCÊ ATRAVESSA A NADO. POR QUÊ?

PORQUE TODOS OS CROCODILOS ESTÃO NA PALESTRA DO REI LEÃO


         TESTAR PERMITE SABER SE VOCÊ TIRA UMA LIÇÃO DE SEUS ERROS PASSADOS.


Seja bem-vindo. Hoje é